Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 18/07/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde. Contudo, na atual sociedade brasileira, há uma ínfima atuação do governo acerca da dependência digital dos jovens, devido, majoritariamente, à negligência governamental e à má formação socioeducativa.
Diante desse cenário, vale ressaltar o “Pacto Social”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como a saúde e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato quando se observa a ausência de propagandas ilustrativas, nos meios de comunicação, que informem as consequências à saúde mental inerentes do uso excessivo de aparelhos eletrônicos pelo público infantojuvenil, o que fere totalmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois há no Brasil, segundo o portal de notícias “Agência Brasil”, vinte e quatro milhões de pessoas com idade entre dez a dezenove anos, aproximadamente, que fazem a utilização compulsória dos videogames e das redes sociais. Assim, é notória a ineficácia estatal na implantação dessa atribuição para todos os cidadãos, uma vez que a falta de apoio daquele que é responsável por promover o bem-estar coletivo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Além disso, alude-se ao pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de indivíduos íntegros e conscientes, haja vista que existem muitos jovens que não conhecem os malefícios intrínsecos ao hábito de se conectar à internet sem limitação - visto que esse tema não é, na maioria das vezes, devidamente abordado durante as aulas de Ciências e de Biologia -, a exemplo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), do desenvolvimento de distúrbios psíquicos, como a ansiedade.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão da dependência digital dos jovens no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde transmitir, por intermédio dos veículos de transmissão, propagandas informativas sobre os danos de se utilizar a internet por bastante tempo. Ademais, compete ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração dos aspectos educacionais da nação - trabalhar nas escolas, no componente curricular de Ciências e de Biologia, os danos à saúde mental causados pelo uso dos dispositivos móveis, por meio de pesquisas on-line realizadas pelos próprios alunos, a fim de elucidá-los sobre a necessidade de se evitar essa ação que pode acarretar, a curto intervalo de tempo, em vício tecnológico. Com isso, efetivar-se-á o que garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos.