Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 03/07/2021

A Terceira Revolução Industrial, iniciada na década de 70, foi responsável por um novo modelo de produção que permitiu a popularização do uso dos celulares e da internet. Entretanto, se por um lado o acesso aos meios tecnológicos promoveu diversos aspectos positivos para a sociedade, como a rapidez na propagação das informações, por outro lado seu uso de maneira excessiva pode gerar a dependência digital, que favorecida pelo algoritmo, impacta tanto na saúde mental, quanto na socialização dos jovens.

Em primeiro lugar, cabe abordar que as redes sociais e jogos possuem como um dos seus objetivos manter a pessoa o maior período possível em frente das telas. Nesse contexto, o documentário “Dilema das Redes”, produzido pela Netflix, retrata o uso do algoritmo pelos aplicativos que  recomendam “post” de interesse para os usuários, para que assim, esses fiquem mais tempo na internet e sejam expostos a um maior número de anúncios de produtos. Logo, nota-se que o uso abusivo é influenciado pelo próprio funcionamento dos programas virtuais, sendo necessário um senso crítico esclarecido ao utilizá-lo. Dessa forma, os jovens por ainda estarem no processo de formação e amadurecimento, são mais suscetíveis a não conseguir controlar a quantidade de tempo no uso.

Ademais, vale destacar que a utilização excessivo que ocasiona a o vício digital acomete principalmente os adolescentes em razão desses crescerem e se desenvolverem ao redor dos avanços tecnológicos provenientes da Revolução técnico-científica. De acordo com o psicólogo Jean Piaget, a formação dos jovens depende do contato com outras pessoas. Nesse sentido, percebe-se que as horas abusivas no uso da internet impacta não só a socialização, mas também a saúde psicológica desses indivíduos, que imersos em um espaço virtual com filtros estéticos e falsas postagens, não conseguem distinguir o real do digital, sentindo a pressão de não terem um estilo de vida como das redes sociais, o que fomenta a ansiedade e depressão.

Portanto, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia alertar os usuários quando esses excedem o tempo considerado saudável na internet, por meio de avisos eletrônicos nos celulares. Além disso, o Ministério da Educação deve informar sobre o funcionamento do algoritmo e as consequências da dependência digital, por intermédio de campanhas nos aplicativos estreladas por “youtubers” e artistas juvenis, com o objetivo de aproximar da linguagem e realidade dos jovens. Assim, a partir dessas medidas, o vício eletrônico ficará restrito ao documentário “Dilema das Redes”.