Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 14/03/2021
“Tudo em excesso faz mal”, afirma, a grande escritora brasileira, Zíbia Gasparetto. A paritr dessa verdade, quando relacionada ao mundo digital, é inegável que a tecnologia é positiva, no entanto seu uso excessivo se torta a grande problemática da contemporaneidade que afeta principalmente os jovens, os quais precocemente têm o contato com o mundo virtual. Isso porque, existe uma negligência por parte do poder público e da família no controle de tal realidade que provoca consequências negativas para o desenvolvimento e socialização dos escravos da internet.
Em primeira análise, é coerente afirmar que a causa do vício digital é a ausência de um debate sobre a dependência de tais recursos como um infortúnio em casa e na esfera pública. Uma vez que, quando não se trata do “virar a noite no videogame” como um excesso que precisa ser controlado, quando a família não consegue estabelecer limites e controlar o uso das tecnologias gera-se uma compulsão. Na mesma medida que o Estado não investe em pesquisas e profissionas especializados na área para tratar desses dependentes. A exemplo disso, em 2018 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o vício digital e a nomofobia (medo irracional de estar sem aparelhos eletrônicos no geral) no Código Internacional de Doenças, mesmo após dois anos do feito o Brasil ainda não consegue estimar a quantidade de dependentes virtuais.
Como consequência disso, as vítimas dessa subordinação apresentam adversidades que afetam desde o convício social à saúde metal. Segundo Aristóteles, um dos maiores filósofos gregos, “O homem é uma sujeito social que, por natureza precisa pertencer a uma coletividade.”, contrariando essa verdade, o dependente anula-se do mundo real para viver em função do virtual, o que pode afetar não somente a esfera social, o convívio familiar, o desempenho escolar, mas a saúde, uma vez que o viver em sociedade é uma necessidade humana e assim como o indivíduo esquece o social, ele pode negligenciar necessidades fisiológicas básicas como o sono e a alimentação. Como foi o caso, que chocou o mundo, do jovem de 18 anos que morreu em decorrência de passar mais 40 horas jogando em Taiwan, segundo o renomado jornal britânico “Daily Mail”.
Portanto, é notável que a compulsão ao uso das redes exige soluções imediatas. Assim, torna-se imperativa a ação do Estado na criação de políticas para conscientização pública da temática, por meio do investimento em pesquisas e em profissionais capacitados, que aumentarão o auxílio aos dependentes. Ademais, as famílias devem estabelecer regras em detrimento do uso equilibrado dos recursos tecnológicos, com um diálogo direto com os filhos e também o exemplo, a fim de que haja o usufruto saudável dessa tecnologia que se usada de maneira ponderada pode ser muito positiva.