Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 14/03/2021

A Organização Mundial das Nações Unidas, órgão garantidor dos direitos humanos, prevê o direito à saúde como inerente a todo ser humano. Entretanto, tal prerrogativa não tem ser reverberado com ênfase na prática quando se observa a dependência digital dos jovens na contemporaneidade, ocasionada pela falta de atividades ocupacionais fora das escolas, comprometendo, desse modo, a saúde mental dos púberes.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de atividades extra-escolares como causadora da atual submissão dos jovens ao  mundo virtual. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, visto que o direito à saúde não é assegurado aos juvenis. Diante disso, atividades como esportes e jogos são ausentes na vida fora das escolas da juventude mundial, que, por falta de ocupação, acaba se tornando serva do universo digital.

Ademais, é fundamental apontar a recorrência de doenças mentais nos jovens como consequência da dependência digital nos tempos atuais. Segundo pesquisadores de renomada universidade londrina, 25% dos jovens são diagnosticados como viciados em celular. Diante disso, é evidente a ligação do uso excessivo de aparelhos digitais com o crescimento do número de crianças e adolescentes com saúde mental debilitada, aprensentando graves enfermidades como a ansiedade.

Por isso, para combater tal dependência, é necessário que o Ministério da Saúde, com o auxílio de pais e professores, promova atividades lúdicas e exercícios físicos, em parques, museus e locais turísticos, além do horário de aula, que mostrem a importância dos jovens em socializar fora do mundo digital, por meio do incentivo ao diálogo oral e prática de esportes, com a finalidade de criar uma população mentalmente sadia, podendo discernir a utilidade da demasia no uso de meios digitais.