Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/03/2021
Em “O grito” (1893), obra do expressionista Edward Munch, observa-se que os personagens, ao fundo da tela, mostram-se indiferentes ao desespero vivido pelo ser no plano central. Contudo, a falta de empatia pelos problemas alheios não se limita à arte, já que, na realidade, os jovens contemporâneos, vítimas da dependência digital no Brasil, sofrem algo parecido. Nessa perspectiva, é interessante analisar essa questão no país.
Inicialmente, observa-se, que o Poder Público apresenta-se inerte ao permitir essa dependência. Isso porque existe uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta alertar a população sobre os riscos isolacionais causados pelo uso excessivo de jogos virtuais, por exemplo, o que compromete a participação plena desses indivíduos nos âmbitos sociais e políticos. Logo, verifica-se que o Estado não tem garantido o bem-estar de toda a população, demonstrando, desse modo, a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau.
Além disso, enfatiza-se que essa dependência tecnológica é um reflexo dos estereótipos que existem na sociedade. Sabe-se, pois, que a fiscalização do uso sem controle das redes sociais, por exemplo, tem sido marginalizada, o que se explica a partir da crença, transmitida culturalmente, de que esses meios de socialização estão interligados à rotina humana de participação social, desconsiderando, porém, que o uso demasiado dessas redes pode gerar transtornos mentais, como a ansiedade. Para compreender esse cenário, pode-se tomar como base os estudos do filósofo Friedrich Nietzsche, os quais constatam que a escassez de informações deturpa a compreensão da realidade.
Ressalta-se, em suma, que a dependência digital dos jovens contemporâneos deve ser superada. Portanto, é necessário exigir do governo, mediante debates em audiências públicas, a conscientização social, priorizando projetos educativos, feitos por prificionais do ramo psicológico, sobre os ricos que o isolamento por uso ilimitado de jogos pode ser nocivo ao desenvolvimento humano, com o objetivo de aumentar o auto-conhecimento dos usuários dos “games” e seus objetivos futuros. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a importância de se reconhecer as ideologias preconceituosas excistentes acerca da fiscalização do uso demasiado das redes socias no dia-a-dia da juventude, potencializando, assim, a desconstrução da visão limitada de que essa prática é fomentada pela obrigatoriedade de se participar do grupo majoritário. Dessa forma, a ausência de empatia ficaria restrita ao quadro “O grito”.