Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 23/02/2021
No programa infantil “Era Uma Vez no Quintal”, na história “Fim de Jogo”, Francelino apresenta grande dependência de aparelhos eletrônicos, dificultando que haja uma boa convivência e diálogo entre ele e seus primos - Ludovico e Doroteia. Tal cenário é frequentemente observado na contemporaneidade, visto que os jovens estão cada vez mais inseridos no universo digital. Esse relacionamento doentio com os dispositivos é causado tanto pela dificuldade de interação dos adolescentes entre si, quanto pela negligênca familiar, ao deixar de monitorar o uso da internet, redes sociais e jogos em casa.
Em primeira análise, é válido destacar o bloqueio comunicativo vivenciado por algumas pessoas como impulsionador do problema. De acordo com um levantamento do Mobyle Ecosstem Forum, em 2016, o Brasil foi avaliado como o segundo país que mais usa o WhatsApp - aplicativo para troca de mensagens - no mundo. Isso mostra que, modernamente, as conversas são desenvolvidas, em sua maioria, no meio virtual, já que a comunicação torna-se mais produtiva aos que sentem dificuldade em falar pessoalmente. No entanto, essa situação trás como consequência o isolamento social do indivíduo que se encaixa nesse contexto, haja visto que seu contato físico com familiares e amigos tende a diminuir, sendo substituídos por bate-papos digitais.
Ademais, é incontestável que a inobservância da família quanto ao uso dos tecnológicos pelos jovens favorece o desenvolvimento do uso compulsivo dos celulares e jogos. Em razão da ausência de limites, o sujeito decide realizar apenas atividades que lhe agradam, como jogar videogame. Nesse sentido, o desinteresse por práticas que lhe agregam positivamente, como resolver tarefas escolares e praticar esportes, se eleva continuamente.
Infere-se, portanto, que providências devem ser tomadas, de modo a amenizar os efeitos causadas pelo uso abusivo da tecnologia pela população jovem do Brasil. Para tanto, os pais devem controlar o tempo no qual seus filhos passam fazendo o uso dos dispositivos modernos, proporcionando outros tipos de lazer mais saudáveis, como a práticas de atividades físicas e momentos em família, de modo a mostrá-los os benefícios de estar mais presente no mundo real e menos no mundo virtual. Somente assim será possível tranformar a realidade patológica interpretada por Francelino, em “Era Uma Vez no Quintal”.