Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 18/02/2021
Cerca de 54 mil pessoas no mundo morrem vítimas de acidentes de trânsito causados pelo uso, ou a simples distração dos smartphones, segundo fontes de pesquisas. Porém, apesar de grave, os perigos da dependência digital não se restringem somente a isto. Com efeito, as consequências do vício, que tem seu ápice em problemas psicológicos, se multiplicam ao se tratar do público mais jovem, este que não tem informação, seja pelos pais ou pela escola, sobre os males causados pelo uso excessivo da tecnologia.
Em primeiro plano, cabe citar os problemas que a obsessão tecnológica causa, especialmente dentre os mais novos. Nesse contexto, problemas psicológicos como ansiedade e depressão tem seu zênite dentro das redes sociais, pois os usuários idealizam a vida de outrem diferentemente da realidade, além de compará-la com a sua, por exemplo. Isto é exemplificado no livro “A Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, o qual cita que atualmente o “parecer” é mais importante que o “ser”. Dessa forma, o indivíduo sempre se põe abaixo dos outros, por enxergar uma falsa ideia de perfeição nas redes, o que alavanca doenças mentais.
Em segundo plano, a problemática se agrava quando não há informação explicita sobre o assunto. Nessa vista, o filósofo Zygmunt Bauman argumenta que cada vez mais as pessoas desprezam informações, querem apenas o que as interessa. Assim, muitos não imaginam os males que o vício digital pode causar, e a escola, a qual deveria ser a convergência dos conhecimentos, pouco aborda o assunto para seus alunos, quiçá para os pais, o que seria de suma importância para levar a pauta até suas casas. Em consequência, os estudantes continuam desinformados, o que dilata os reveses psicológicos e o vício suscitado.
Doravante, são necessárias medidas para amenizar o problema da obsessão digital. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde reaver os atendimentos hospitalares a doenças psicológicas, além de divulgar cartilhas de cuidado em mídias, para seus seguidores ficarem atentos aos sintomas e a profilaxia daquelas. Paralelamente, o Ministério da Educação deve elaborar palestras e reuniões nas escolas, com pais, alunos e professores, para tratar sobre a problemática, sempre com esmero, para não provocar os adolescentes, já que o vício em smartphones pode ser um assunto delicado. Em síntese, é necessário cuidado e informação para sanar cada vez mais a dependência digital nos jovens.