Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 19/02/2021

Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre buscou adaptar o ambiente que o cerca para suas necessidades. Desse modo, a tecnologia sendo uma dessas inovações guiou a espécie humana para o progresso técnico-científico. Contudo, o uso excessivo dessa ferramenta traz malefícios para o homem, principalmente, no século XXI atingindo a população mais jovem da sociedade. Logo, é fundamental que haja moderação no seu uso.

Em primeira instância, é relevante investigar as situações de cada indivíduo e relacioná-las com os aspectos socio- culturais de suas respectivas sociedades. A falta de contato com a família, bullying e a pressão cotidiana da idade faz os jovens refugiarem-se em suas zonas de conforto. Como forma de se oporem à dura realidade. No Japão, o termo “Hikikomori” bem descreve a grave situação, na qual a tecnologia reforça o processo de isolamento e dependência dos jovens, em meio a uma sociedade que resiste em conciliar-se com possíveis problemas psicológicos que poderão se desenvolver . Destarte, para haver uma maior compreensão sobre o tema, é necessário que se estabelesça uma ponte de comunicação entre a família e seus respectivos filhos.

Outrossim,  os benefícios trazidos pelas mídias digitais, como fazer do mundo um lugar mais conectado e unido, podem trazer aspectos negativos para o cotidiano. A segurança ao poder conversar com qualquer pessoa à distância desestimula possíveis contatos presenciais. Os estudos divulgados pela USP sobre a dependência digital revela que cerca de 61% dos jovens entrevistados sentem-se menos tímidos ao usarem a internet e 23% sentem-se no “controle” da situação. Desse modo, a falta de acompanhamento afetivo desses jovens, somados com a suposta segurança trazida pelas novas inovações tecnológicas, reforçam o processo de degradação social, trazendo desafios para a mais nova geração.

É possível inferir, portanto, que embora os inúmeros benefícios trazidos ao longo da história humana, a falta de supervisão, a pressão social e os confortos trazidos pela tecnologia são os principais fatores para o processo de dependência digital. Sendo assim, o Estado e a família devem acompanhar o processo de crescimeto desses jovens, por meio de campanhas de conscientização por parte do Estado e um maior esforço da família em entender os problemas da juventude. Para assim, haver uma maior moderação no uso das mídias e perpetuar o progresso técnico-científico pelas próximas décadas.