Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
De acordo com o teórico britânico David Harvey, a globalização fomentou o chamado “encolhimento do mundo”, isso é, a intensificação das relações de convívio pessoal a distância. Entretanto, tal fenômeno só pôde acontecer devido às novas tecnologias, estas com impactos alarmantes no século XXI, sobretudo em relação à parcela juvenil. Assim, é possível afirmar que não só a falta de idade limitante, em conjunto com a influência do meio, mas também a insalubridade do uso excessivo de tecnologias, fomentam as causas e consequências na contemporaneidade Hi-Tech.
Inicialmente, é necessário dizer que as crianças ou, melhor, os jovens, de um modo geral, estão inseridos em um comportamento regido pela sociedade, ou seja, são verdadeiros espelhos de hábitos coletivos. Assim como no poema do Augusto dos Anjos, “Versos Íntimos”, o homem que nasce entre feras, sente necessidade de também ser fera. A partir desse ponto de vista, fica evidente o desejo da juventude em também se adaptar e se tornar um usuário da era digital que, porém, quando ultrapassa o bom senso, eis um dos motivos da dependência eletrônica — agravada, ainda mais, por uma inexistente faixa etária cultural.
Ademais, focando-se agora em consequências, o leque de possibilidades não é pequeno, pelo contrário, é numeroso e diversificado. Conforme os dados da OMS, a obesidade, no Brasil, já é tratada como epidemia e, nos EUA, país com a maior frequência de uso cibernético, atinge 64% da população; além do sobrepeso: dificuldades de convívio real, distúrbios de visão etc. A priori, é inadmissível que uma evolução digital, com inúmeros benefícios de socialização, seja tão deletéria para a saúde futura.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as instuituições de ensino, conscientizar a população por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca da necessidade do uso saudável das ferramentas da modernidade — que realcem não apenas a importância de uma restrição etária para o não comprometimento do desenvolvimento infantil, mas também os efeitos adversos da frequência usual. Espera-se, com isso, uma melhoria significativa no padrão de dependência digital no mundo e, por conseguinte, uma utilização tolerável.