Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 14/01/2021

O vicío da nova era

A tecnologia e suas facilidades está cada vez mais naturalizada em um mundo globalizado como o de dias atuais. É absolutamente normal observar indíviduos plugados em celulares, computadores e videogames, independentemente de sua idade. Porém,  o que parece uma distração inocente, pode iniciar um grande drama nas famílias , principalmente de jovens e crianças quando envolvidos. O que resta saber é como e porquê essa juventude acaba por se tornar dependentes do mundo digital.

Um dos motivos que propicia esta sujeção está no fato dos pais, que desde muito cedo, os permitem jogar em seus celulares, quando ainda não os presenteiam com aparelhos modernos e equipados para tais alcunhas. Sem se preocuparem com a idade e até mesmo com o tempo em que seus filhos utilizam seus brinquedos modernos, eles admitem esses aparelhos como uma babá, que distrai as crianças para que possam efetuar determinadas tarefas. O psicólogo e coordenador do grupo de dependências tecnológicas do IPq-HC, Cristiano Nabuco, endossa que a violência urbana registrada nas cidades brasileiras, incentiva os responsaveis a preferirem que seus adolescentes se divirtam em casa, a saírem para atividades externas.

E a situação só se agrava, quando o mundo virtual é usado como tentativa de se esconder de suas realidades, muitas das vezes traumatizantes por conta de algum bullyng sofrido, solidão ou baixa autoestima. Sheila Niskier, médica do adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que a autoimagem é muito importante na idade juvenil e muitos deles conseguem aprovação e popularidade nas redes sociais, diferente de fora da mesma.

Os especialistas ressaltam ainda, que a fase da puberdade é recheada de impulsos e extremos emocionais, tendendo a acentuar problemas acarretados pela própria compulsão. Hoje, um em cada quatro adolescente é considerado um viciado digital, segundo o estudo realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que teve como amostra mais de dois mil adolescente, dentre os quais 23,3% apresentam sintomas de moderados a graves .

Portanto, é necessário que os familiares oriente as crianças no dia a dia, vigiando e controlando horários e os conteúdos por eles acessados através de conversa ou até aplicativos que mapeiam o que é assistido, baixado e compartilhado por terceiros, a fim de combater este mal previamente. Além disso, é fundamental observar possíveis sintomas, como o stress excessivo quando o individuo está longe de seu aparelho. Quando já infectado, o ideal é procurar um profissional, para que este realize um trabalho terapeutico alinhado com a escola e o suporte familiar, para a proteção dos cidadãos do futuro.