Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/01/2021
Segundo o filósofo Aristóteles, “o homem é um animal racional”. Com efeito, essa célebre frase ilustra a importância da educação, a qual é o fundamento do desenvolvimento da razão humana. Todavia, com o advento das novas tecnologias, tanto a educação como a razão estão sendo desprezadas pelo uso demasiado dessas ferramentas digitais - o que ocasiona sérios prejuízos para os indivíduos.
Com o fenômeno da globalização, a qual ganhou força no início do século XXI, a disseminação das invenções tecnológicas foi um fator crucial no estabelecimento da era da digitalização. Nesse sentido, o Brasil foi um dos países que incorporou tal cultura nas relações sociais, até porque os brasileiros têm acesso aos produtos tecnológicos, como os smartphones e a internet, isto é, ao mundo digital. Tal fato levou eles a serem ávidos consumidores de jogos online, de redes sociais, sem um limite pré-estabelecido. Conforme relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Brasil possui mais da metade da população usuária de internet. Dessa maneira, fica exposta a extrema dependência digital por parte dos brasileiros.
Em consequência dessa conjuntura digital, não são poucas as crianças e o não são mínimos os jovens que, por conta do uso excessivo dessas ferramentas da tecnologia moderna, desenvolvem transtornos mentais relacionados ao vício. Sem dúvidas, essa dramática questão provoca sérios problemas a esses indivíduos ao longo do tempo. A distração, por exemplo, é o efeito mais notório e, sobretudo, mais catastrófico no que tange às atividades mentais e intelectuais. De fato, a educação, a qual é responsável pelo desenvolvimento cognitivo das pessoas, é totalmente negligenciada: ou seja, em vez delas lerem livros - uma atividade que gera aquisição de conhecimento e cultura, tão essenciais na resolução de problemas e no desenvolvimento social -, preferem ficar mergulhadas nas redes sociais. Dessa forma, a população infanto-juvenil brasileira caminha em direção ao declínio da principal condição humana, que é a ausência da racionalidade.
Diante do exposto, para evitar que essa situação degradante suceda na nação, é dever do Ministério da Justiça, por meio de decretos judiciais, proibir o uso exagerado da internet pela população infantil e jovem. Isso será realizado pelo bloqueio do acesso à internet por esses indivíduos quando eles ultrapassarem o limite de tempo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determina como máximo. Assim, a qualidade de vida desse grupo social será garantida pelo Estado, afinal, se não fosse a racionalidade, os humanos seriam meros animais.