Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 13/01/2021
O século XXI é marcado pelo alto acesso a internet. Crianças que mal sabem andar, já sabem interagir com um aparelho eletrónico, seja assistindo videos, jogando ou até mesmo tirando fotos. No entanto, com o passar dos anos acabam tornando-se viciadas nesses objetos, não conseguindo desconctar-se do mundo virtual. De acordo com esse fato, tal situação é observada na sociedade atual, visto que a dependência digital do jovens têm suas causas e consequências bem determinadas. Nesse sentido, faz-se necessário analisar que a negligência familiar e o comportamento social dos adolescentes são fatores que colaboram para a perpetuação desse cenário.
Primeiro, vale-se destacar que no Brasil é preciso trabalhar muito para conseguir um rendimento favorável. Com isso muitos pais não conseguem dar a devida atenção aos seus filhos, levando estes a distrair-se no mundo virtual. No filme de Steven Spielberg, “Jogador N ° 1”, o protoganista tem uma relação familiar conturbada e problemática utilizando o mundo dos videogames como escape dessa realidade. Porém, é perceptível seu vício, pois fica obcecado com um prêmio que deseja adquirir, ficando horas conectadas na realidade virtual. Isso acontece de maneira muito recorrente na realidade mundial, tendo como prova um garoto que ficou 55 horas jogando sem pausa e foi parar no Hospital das Clínicas em São Paulo.
Outrossim, deve-se destacar a teoria “Atitude Blasé”, conceituada pelo sociólogo Georg Simmel. Conforme ele disse, a sociedade contemporânea desenvolveu um comportamento apático, e os indivíduos são incapases de reagir a novos estímulos com as energias adequadas. Consoante a isso, é visível que essa teoria se encaixa na realidade, ao assemelhar o comportamento de pessoas de 10 a 18 anos, que qualquer coisa se enjoa com facilidade. Como exemplo, os jogos de celulares, ao entrar na loja online do smartphone é possível encontrar uma grande variedade de games para distrair-se, contudo, ao jogar poucas horas essa parcela da população fica entediada e no lugar de sair para se diverti no ar livre, vai em buscas de outro aplicativos, isso acaba sendo um ciclo constante.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse atual. Para que não se encontre mais jovens 24 horas conectados na internet, urge que o Governo Federal, em conjunto com a colaboração da família, aplique um horário limite para o uso de aparelhos eletrônicos de segunda-feira até sexta-feira, deixando o final de semana livre para uso sem limites e que estimulem atividades externas, como jogar bola, brincar de queimada, fazer um quebra-cabeça. Assim sendo evidente a tentativa de mudança na rotina da geração Z.