Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 14/01/2021

Com o advento da internet e o avanço da globalização, criou-se a chance de um fácil acesso digital a oportunidades que, até então, não eram alcançáveis para boa parte da população. Assim, algo que era irreal para a maioria da população num passado recente, é agora acessível de forma rápida e ainda lucrativa para o sistema capitalista, que de todas as formas faz a tecnologia ser cada vez mais atraente para os jovens.

Assim, como explicitado no documentário “Dilema das Redes Sociais”, as empresas comandantes dos produtos digitais, como as redes sociais, se empenham cada vez mais em criar produtos viciantes. Ou seja, assim como o mecanismo de “arrastar” para baixo a fim de atualizar uma rede, cada detalhe destes produtos corroboram em formar um usuário viciado. Esses, por muitas vezes, acabam desenvolvendo, por exemplo, a síndrome de FOMO, que consiste na sensação de sempre estar perdendo algo enquanto se está afastado das redes sociais.

Ademais, vê-se que as possibilidades foram infinitamente expandidas com a internet. Isto é, se antes era necessário pagar, em média, 20 reais em uma entrada de cinema, agora, com a ampliação do acesso digital, é viável pagar entorno de 30 reais e ter acesso a uma rede de streaming repleta das mais diversas opções de filmes, séries, documentários e afins. Dessa forma, é plausível completar um curso inteiro, sobre diferentes assuntos, sem sequer sair de casa, mas mantendo o usufruidor por horas no aparelho tecnológico.

Logo, vê-se que a estrutura capitalista formada em conjunto com o desenvolvimento tecnológico é, também, responsável pelos vícios desenvolvidos. Portanto, é necessário que, em cada país que percebe a dependência digital dos jovens, os legisladores desenvolvam leis que protejam os usuários com regras que imponham barreiras nos desenvolvedores digitais e determinem o tempo de uso das plataformas virtuais. Como propósito, está o impedimento do crescimento deste novo vício, para que assim haja, enfim, o uso consciente da tecnologia.