Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/01/2021
A partir da Revolução Técnico-Cientifico-Informacional, as relações sociais transformaram-se intensamente. Nesse sentido, o cotidiano dos indivíduos é bombardeado por diversos estímulos, que, muitas vezes, não conseguem ser plenamente associados. Isso posto, deve-se salientar, para melhor entendimento do assunto, dois aspectos: a tecnologia como artíficio prático na efemeridade do mundo atual, bem como a dependência social frente a esse assunto. Desse modo, faz-se fulcral a ação de agentes estatais e sociais, com o intuito de utilizar esse recurso apenas de maneira benéfica e harmônica. É importante pontuar de início que a tecnologia revolucionou a a forma da sociedade se comunicar. Além disso, de acordo com Steve Jobs, criador da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. Essa premissa pode ser confirmada pelas diversas inovações, em todos os âmbitos sociais, mormente, no setor de telecomunicação, que se difundiu de maneira mais intensa a partir do final do século XX. A título de exemplo, o aparelho celular, hodiernamente, é peça fundamental no cotidiano de qualquer pessoa, pois ele possibilita diversas praticidades, como a solicitação de um veículo de transporte, de comida e, até mesmo, oportuniza ser fonte de renda própria. Dessa forma, deve-se usufruir, racionalmente, de todo esse progresso, para que os benefícios sejam máximos.
Encontrapartida, nota-se que, progressivamente, a saúde mental de grande parcela da sociedade está sendo prejudicada pelo uso exacerbado da tecnologia. Nesse viés, o documentário produzido pelo Netflix, “O dilema das redes”, demonstra a realidade de uma família com um filho obcecado pelo celular. Ele deixa de viver várias situações essenciais em sua vida, por exemplo a relação interpessoal com garotas, com os pais e com sua escola, para passar cada vez mais tempo no ambiente virtual. De maneira análoga, é notório que na realidade brasileira, casos como esse ocorrem, constantemente, em diversos ambientes familiares. Isso não somente atrapalha a convivência na família, como também cria maiores chances dos jovens desenvolverem transtornos mentais, por sentirem que não pertencem mais à sua própria realidade fora das redes tecnológicas.
Em síntese, depreende-se, portanto, que a tecnologia é essencial à vida humana, entretanto, deve ser utilizada conscientemente. Ademais, é responsabilidade do Estado utilizar a tecnologia em prol do bem-estar social, por meio da criação de um site de ajuda psicológica, com o fito de realizar atendimentos, com profissionais da área, gratuitos à população e, assim, reduzir os possíveis danos à saúde mental. Dessarte, cabe às famílias instruir, desde o primeiro contato dos filhos com aparelhos tecnológicos, sobre o uso adequado desses, por intermédio da limitação de uso, para que, aos poucos, o uso errôneo dessa era tecnológica transforme-se em uma relação harmônica entre o âmbito virtual e o real.