Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/01/2021
No documentário americano “o Dilema das Redes”, é discutido como no cenário hodierno as tecnologias fazem-se constantes no cotidiano das sociedades. Contudo, os paradigmas da frequente utilização de tais tecnologias não se reverberam com a ênfase devida quando se observa a questão da dependência digital de jovens no Brasil contemporâneo, o que configura uma grave dificuldade. Nesse viés, o silenciamento acerca do tópico gera com um de seus efeitos o individualismo
Mormente,a falha discussão sobre o tema constroe-se como um dos principais e latentes agravantes do problema. Segundo Foucault, filósofo francês, assuntos são silenciados para que estruturas de poder se mantenham. Desse modo, as gigantes empresas de tecnologia, como, por exemplo, o Google e o Facebook, ao não abordarem a problemática da dependência virtual em jovens e não fornecerem informações necessárias , no que tange o uso consciente e saudável dos meios digitais, de maneira clara e eficaz, mantém seu poderio de capital, seu crescimento e influência na vida das pessoas. Tal prerrogativa, confirma-se ao expor os dados da pesquisa realizada pelo Mobile Ecosystem Forum, que aponta para o Brasil como o segundo país que mais utiliza o WhatsApp. Nessa lógica, as empresas crescem às custas da saúde mental e do desenvolvimento dos jovens.
Por conseguinte, o individualismo desenvolve-se em crianças e adolescentes, vítimas da dependência de tecnologia. De acordo com, a teoria da Modernidade Líquida, do filósofo polonês Zigmunt Bauman, as relações interpessoais modernas, com o advento da internet, ficam cada vez mais inconstantes. Assim, tal tese, faz-se presente na conjuntura atual, pois os jovens tendem a desenvolver-se de modo individualista, em detrimento do social.Portanto, a adoção de ações para atenuar o problema torna-se fulcral ao tópico.
Destarte, é notório, que o problema seja combatido com informação e com conscientização. Ademais, com o fito de educar, de forma consciente a população como um todo e por meio de parcerias com empresas de comunicação e entretenimentos digitais, o Ministério da Educação, orgão público responsável por políticas educativas, deve elaborar e fomentar discussões e campanhas acerca do tema.Tais ações podem contar com a presença de especialistas como, psicológos e psiquiatras e precisam ser amplamente divulgadas nas redes sociais e de comunicações. Assim sendo, os dilemas trazidos pelo documentário, serão, por fim, atenuados.