Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 02/01/2021

Promulgada em 1988, a Constituição Federal, documento-mor da República do Brasil, garante a todos os cidadãos o direito pleno à saúde e bem-estar, independente de raça, religião ou situação social. Semelhantemente, Thomas Hobbes, filósofo contratualista inglês do século XVIII, detinha o pensamento de que a única função do Estado seria a de oferecer segurança e garantir os direitos individuais de cada um. Porém, infelizmente, a realidade é diferente da idealizada, com desafios a serem enfrentados diante da dependência digital dos jovens na contemporaneidade. Isso acontece principalmente pela ausência de educação voltada para a questão, bem como a falta de políticas públicas que apaziguem a situação e garanta um suporte geral para essa parcela da sociedade.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar a obra “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”, do filósofo empirista John Locke, que fazia uma analogia entre o ser humano e uma folha em branco. Diante dessa ótica, as experiências adquiridas pelo indivíduo ao decorrer da vida servem de principal fundamento para o desenvolvimento do mesmo. De forma complementar, segundo  Immanuel Kant, filósofo alemão, o homem é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, é possível fazer um elo entre a existência de uma educação voltada para evitar o vício tecnológico e a transformação para uma sociedade mais saudável mentalmente . Afinal, de acordo com Sir Arthur Lewis, economista britânico, a educação nunca foi uma despesa, mas um investimento com retorno garantido.

Ademais, conforme o filósofo suíço Jean-Jacques Rosseau, na política, tal como na moral, é um grande mal não se fazer o bem. Consequentemente, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, dentre os jogadores online do mundo, de 0,2% a 20% sofrem de dependência digital. Visto que tal transtorno traz prejuízos significativos para a vida pessoal do usuário e configura uma questão séria de saúde pública, é necessário salientar o quanto a negligência dos políticos brasileiros contribue para as causas que geram o vício na internet da vida moderna. Temos como exemplo, nessa taxa da população, a habilidade de socialização afetada drasticamente, alterando de forma negativa a dinâmica familiar, pessoal, educacional, entre outras.

Portanto, são necessárias medidas de intervenção para a questão retradada. Urge que o Ministério da Educação, por meio de uma alteração no currículo escolar, adicione aulas que abordem os perigos do mundo cibernético, com objetivo de alertar os jovens dos perigos presentes na utilização abusiva dos meios digitais. Ainda, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio de um estudo cuidadoso com especialistas, prepare um projeto de leis a ser entregue à Câmara dos Deputados. Dessa forma, é possível analisar e combater as causas que geram a dependência tecnológica na juventude presente.