Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 02/01/2021
“A diferença entre o veneno e o remédio encontra-se na dose”. Tal pensamento, do médico do século XIV Paracelso, evidencia que, emboraseja um eficiente meio de comunicação e entreterimento, quando usado de forma incorreta, os dispositivos digitais podem ser insalubres à vida. Isso ocorre, entre outros motivos, porque a negligência parental concomitante à desinformação, torna-se perpetuadores do vício digital entre a juventude brasileira.
Primeiramente, sabe-se que a família exerce influência sobre os jovens. Dessa forma, a falta de controle, quanto ao tempo e aos conteúdos acessados, e de estímulo à prática de outras atividades adiante solo fértil para a dependência tecnológica. Logo, essas famílias têm paulatinamente se transformado em Instituições Zumbis, como quais, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, são instituições que perderam sua função social.
Outro aspecto a ser abordado é que apesar de segundo daods das Nações Unidas evidenciarem que mais de 100 milhões de brasileiros são usuários da internet, os riscos do consumo excessivo ainda são pouco discutidos. Por conseguinte, tem-se uma juventude marcada por uma fragilidade diante de fake news e cyberbullying, risco de doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, dificuldade de socializar vida escolar prejudicada.
Diante do exposto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos minimizar a negligência parental, por meio de campanhas que influenciem o controle familiar acerca do tempo e conteúdo acessado nas mídias digitais, a fim de diminuir o vício digital. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde expor a insalubridade do uso descontrolado da internet, através de palestras ministradas por psicólogos e neurologistas, em escolas do ensino fudamental ao médio e campanhas nas mídias sociais, com o objetivo de evitar que, assim, esses dispositivos atuem como veneno no corpo social brasileiro.