Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/04/2018

“Saio da vida para entrar na história”. Essa frase dita por Vargas marcou seu segundo governo, que, devido a fortes oposições, chegou ao fim por meio de seu suicídio, deixando apenas uma carta-testamento com os motivos ao qual o levaram a dar fim a sua vida. Todavia, o suicídio não é um problema que ficou no passado. Atualmente, vários jovens vem tirando a própria vida no Brasil, e entender as causas que as levam a isso é imprescindível para impedir que esse seja o desfecho da vida de cada vez mais adolescentes.

É indubitável que o suicídio está relacionado a algum tipo de sofrimento existencial que a pessoa não consegue superar. Segundo o filósofo Nietzsche, “a ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suporta muitas noites más”. Assim, seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que muitas pessoas que se encontram em um estado depressivo, sem esperança e se martirizando com suas angústias e decepções, encontram na morte a única saída para a dor e o sofrimento, deixando na vida de sua família e amigos um sentimento de dor e culpa.

Contudo, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. Segundo Émile Durkeim, o Suicídio está diretamente ligado ao fato social, em virtude a influência que a sociedade em si pode gerar sobre o indivíduo. Dessa forma, partindo desse pressuposto, nota-se que o suicídio é um reflexo de coisas que vem de fora do indivíduo e o pensamento acerca da morte surgem quando as regras básicas “impostas” pela sociedade já não fazem mais sentido para a pessoa. Logo, ao entrarem no estágio em que começam a surgir os pensamentos suicidas, entrelaçados a falta de diálogo com pessoas próximas ou especialistas - seja por vergonha, seja por medo de serem julgadas - fazem com que o suicídio ainda seja o desfecho da vida de muitos jovens.

Fica claro, portanto, que a perpetuação do suicídio entre os jovens brasileiros está relacionado a influência causada pela sociedade no indivíduo e a falta de comunicação, e, deste modo, precisa ser combatida. Como forma de garantir isso, cabe ao Ministério da Saúde criar um portal anônimo online, com consultas psicológicas gratuitas durante todo o horário comercial. Diante disso, as pessoas que estão passando por problemas e precisam desabafar, possam conversar com os especialistas sem terem vergonha de falar sobre o assunto ou medo de serem julgadas, podendo realizar as consultas online até adquirirem confiança no psicólogo e resolverem divulgar suas identidades e, destarte, marcarem novas consultas presencialmente. Com isso, a problemática poderá ser resolvida de curto a médio prazo, visto que por meio da conversa acolhe-se o sofrimento, sendo muito eficaz na busca por soluções alternativas para os problemas enfrentados, descartando assim a hipótese de suicídio.