Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/04/2018

No século XIX, a primeira geração do Romantismo chamada, também, de mal do século ficou conhecida pelas sucessivas depressões e suicídios sofrida pelos seus escritores. Ainda hoje, na sociedade líquida em que os jovens estão inseridos, há um despreparo psicológico em relação à volatilidade das relações contemporâneas. Assim, o mal do século, iniciado há 200 anos, persiste até hoje, ganhando destaque por ainda ser um tabu. Primeiramente, é válido destacar as causas desse problema crônico. Apesar de ser recorrente o suicídio de pessoas no Brasil, dentro de muitas famílias, cuidados psicológicos e de desenvolvimento das crianças são vistos como besteira. Além disso, o excesso de informações, em que as crianças estão expostas, e as más influências dentro do mundo online fazem com que casos como o do desafio da “Baleia Azul”, sejam mais recorrentes. Dessa forma, as crianças crescem mais vulneráveis a problemas psicológicos futuros, levando ao suicídio. Ademais, é importante frisar as consequências desse mal acompanhamento dos jovens. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, o número de suicídios entre jovens, no Brasil, aumento cerca de 10% nos últimos 12 anos. Nesse sentido, surtos de ataques violentos em estabelecimentos públicos, principalmente escolas, estão mais comuns. Exemplo disso foi o caso da criança de Goiânia, que por problemas psicológicos, atirou e matou alguns de seus colegas da escola. Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. Primeiramente, a mídia, em parceria com ONGs,que combatam a depressão, deve promover campanhas, através das redes sociais e campanhas no centro das cidades, para das dicas aos pais sobre o que pode ser melhorado na educação dos seus filhos. Entre elas, cuidar das amizades e influências dos filhos, mas também atentar com mudanças, repentinas, de comportamento, a fim de evitar possíveis problemas. Por fim, as escolas devem disponibilizar psicólogos e incluir a participação familiar no dia a dia do filho dentro do ambiente de educação, buscando uma aproximação maior com os filhos.