Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/09/2021

Segundo o estudo do Scielo publicado pelo Jornal Brasileiro de Psiquiatria,  a atenção para com os jovens de 10 a 19 anos é essencial, pois o aumento da tendência de suicídio nessa faixa etária é contínuo. A sociedade, por vezes, mostra-se negligente a atos suicídas quando há o descaso com os problemas joviais ou preconceitos com terapias psicológicas, o que deixa claro o desconhecimento do assunto.

Em primeiro, normalmente a juventude é vista como uma fase dramática da vida, onde os acontecimentos são exageradamente sentidos pelo indivíduo, o qual quer ser o centro das atenções, no entanto essa interpretação expõe as dificuldades que a população tem em aceitar que existem tristezas e circunstâncias problemáticas, que ferem a saúde mental na vida jovem. Como dito pelo escritor e médico Augusto Cury, “nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o ultimo estágio da dor humana”, entende-se por esta que, ao menosprezar qualquer infelicidade contribui para que a pessoa afetada submeta-se ao autocídio.

Em seguida, resultante de prejulgamentos, o povo majoritariamente pode entender por terapia algo desenvolvido para pessoas alienadas, popularmente chamadas de “loucas”. Mas em contraposição a este pensamento, a publicação feita pelo hospital Santa Mônica diz que, “a terapia é recomendada para qualquer pessoa que deseja melhorar aspectos emocionais em sua vida e não somente para quem tem algum tipo de transtorno mental”, ou seja, a opção dos jovens deprimidos precisarem de um acompanhamento profissional é relevante.

Pode-se concluir que, a prevenção ao suicídio só será eficaz mediante a ações efetivas, de acordo com o site do hospital Santa Mônica, a Organização Mundial da Saúde afirma que os suicídios são preveníveis. Logo, com a ajuda do Ministério da Educação, é indispensável implementar nas escolas diálogos semanais com grupos de alunos, ou, se necessário, indivíduais, orientados por psicólogos para que os estudantes se sintam acolhidos e confortáveis para se expressar desde o início da adolescência, também precisa-se realizar palestras para familiares e pessoas que trabalham em colégios, a fim de que se tornem preparados para identificar e agir corretamente quando se perceber uma possível tendência ao ato suicída de um jovem. Assim, a população adquirirá conhecimento para lidar e impedir  esta questão.