Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/07/2021

A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se consolidado com ênfase, na prática quando se observa o suicídio entre jovens no Brasil, dificultando desse modo, a universalização desse direito tão importante. Nesse sentido, fica evidente que esse cenário antagônico é fruto tanto do alto índice de depressão quanto do “bulliyng”.

Em primeiro lugar, a depressão hoje, afeta cerca de 320 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS. Dentre essas pessoas estão os jovens, deprimentes, sobrecarregados e com uma sociedade compostas por exigências, parâmetros e modas a se “seguir”. Muitas vezes, essa pressão imposta pela sociedade leva os adolescentes a cometer suicídio. Por exemplo, a série 13 reasons why _ apresentada pela netflix_ em que uma adolescente se suicida, após sofrer com depressão e críticas. Enfim, a sociedade impõe que os jovens sejam “perfeitos”, bons filhos, bons alunos, ou seja, gera uma pressão psicológica desenvolvendo a ansiedade, baixa autoestima, solidão, ocasionando a depressão.

Além disso, o bullying faz com que 1 a cada 5 crianças pense em suicídio depois da agressão, diz revista veja. Certamente, a exclusão social juntamente ao bullying escolar e familiar são fatores altamente capazes de ocasionar o suicídio, ademais às agressões verbais gera um sentimento de incapacidade, insuficiência, decepção, inferioridade, levando á acreditar que ela não merece viver. Dessa forma, enfrentar o bullying e a depressão vem se tornando complicado, entretanto, a criação da campanha setembro amarelo_ uma campanha sobre a prevenção do suicídio_ e o CVV ( centro de valorização da vida), vem desconstruindo essa dificuldade.

Portanto, o ministério da saúde deve criar campanhas e projetos nas escolas, por meio de palestras de profissionais com alunos, como também um questionário com perguntas sobre a convivência com os familiares; se já sofreu bullying; se automutilou; se já pensou em suicídio; se já se sentiu sozinho ou inferior; dentre outras. Não somente, após o questionário desenvolver o projeto de um psicólogo na escola para que os alunos possam conversar com o profissional. De modo a amenizar o transtorno dos bullyings, agressão verbal, e problemas familiares, assim diminuindo a taxa de suicídio.