Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/04/2019
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o número de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos vem crescendo constantemente, tendo um aumento de 10% por 100 mil habitantes entre os anos de 2002 a 2014. Nesse âmbito, percebe-se que ainda há uma imensa quantidade de homicídios por ano no país, evidenciando a necessidade de alteração nesse cenário preocupante.
O suicídio, hoje, ainda é visto pela maioria da sociedade como tabu, uma vez que acreditam que o principal motivo desse seja a falta de conhecimento sobre Deus, ou seja, a falta de fé. Desse modo, não há a devida importância e cuidados diante essa problemática, havendo, apenas, o julgamento contra as pessoas que vivenciam a mesma. Em consequência disso, a todo momento em variados lugares, seja nas redes sociais, nas escolas, no trabalho, nas ruas, nas igrejas entre outros, são praticadas ações contra certos indivíduos que sofrem com problemas mentais, transtornos psicóticos, transtornos de humor, dependência química, pessoas que passam por dificuldades econômicas, ou principalmente, que sofrem com a depressão - de acordo com a Organização Mundial da Saúde existem, aproximadamente, 300 milhões de pessoas no mundo que sofrem com essa doença, o que leva cerca de 65% desses a cometerem suicídio.
Ademais, percebe-se que diante a atual esfera social informatizada, torna-se mais evidente o fato do suicídio, porque facilita informações que levam um determinado individuo a encontrar ideias para tirar a própria vida, além de permitir o contato entre suicidas de variadas cidades e regiões através das redes sociais. Contudo, nesses momentos de tensão, a presença dos pais na vida dos jovens é de imensa importância. Já que o apoio, o conselho, a atenção e intimidade entre si, são fatores que podem minimizar os inúmeros empecilhos os quais levam ao individuo a viver uma vida silenciosa e camuflada.
Diante ao exposto, entende-se que toda a humanidade deve estar atenta àquelas pessoas que se priva diante a sociedade, empenhando-se a saber mais sobre o que se passa na vida do certo indivíduo, e não o privando e o tratando com indiferença cada vez mais. Cabe ainda ao Ministério da Saúde juntamente com ONG´s, a desenvolver projetos, tais como palestras, debates e campanhas sociais, atentando o homem sobre como prevenir e lidar com o suicídio. E então, juntos, buscando cessar essa epidemia. Como diz Henry Ford: “Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é um sucesso’’.