Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/03/2019

A segunda geração do Romantismo no Brasil foi marcada pelo pessimismo e desejo constante da morte, na qual  jovens escritores, como Álvarez de Azevedo,  viam a solução para seus problemas . De fato, o suicídio não é problemática recente no país e cresce absurdamente, consequência não só da atual conjuntura pós-moderna, mas também pela ausência de políticas públicas para combater esse mal.

Mormente, é ingênuo acreditar que o contexto hodierno não influencia na prática do suicídio. Sob tal ótica, o sociólogo do século XX, Zygmunt Bauman, defende na obra “Modernidade Líquida” que o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Com efeito, observa-se esse isolamento nas relações afetivas, sendo substituídas por redes sociais que não são capazes de oferecer o apoio psicológico necessário aos jovens. Portanto, percebe-se o quão negligenciados pela sociedade eles são.

Ademais, é indubitável a ausência de políticas públicas para o controle da mazela. Não é por acaso que segundo pesquisa do Mapa da Violência, o suicídio cresceu mais de 50% desde a década de oitenta. Certamente, a falta de esclarecimento sobre doenças - depressão, bipolaridade - que contribuem para a prática, assim como a inexistência de psicólogos nas escolas e faculdades contribuem para esse elevado crescimento. Logo, é notória a negligência do Estado, já que é seu dever intransferível prezar pela saúde dos cidadãos.

Destarte, fica axiomática a necessidade de caminhos para o combate ao suicídio. Urge, assim, que o Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério da Educação, ratifique uma lei que exija a presença de psicólogos nas instituições de ensino e também a elaboração de palestras com esses profissionais com o fito de esclarecer os jovens e ouvi-los. Somente com medidas como essa, o Brasil incentivará a valorização da vida.