Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/03/2019
Segundo dados divulgados pelo sistema de mortalidade do Datasus, em 16 anos o número de mortes relacionadas à depressão cresceu cerca de 705% no Brasil. A partir desse fato, é indiscutível que a sociedade nacional deva buscar caminhos para prevenir o suicídio entre jovens brasileiros, problemática que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo bullying dentro das escolas, seja pela falta de relacionamento familiar. Nesse contexto, convém analisar as principais causas de tal postura negligente para a sociedade.
Primordialmente, Émile Durkheim em seu livro “O suicídio” diz que existe uma força em sociedade que gera um padrão exterior, onde qualquer desvio de sua generalidade gera uma coercitividade, através disto citou três tipos de suicídio sendo o mais comum o suicídio egoísta, no qual o indivíduo por ter fraca vinculação ao grupo social em que pertence comete tal ato, este contratempo pode ser percebido no bullying. Esta coação é um problema mundial encontrado principalmente nas escolas, onde a coercitividade gera agressões verbais e até mesmo físicas. O jovem influenciado por esses tipos de agressões e na tentativa frustrada de se encaixar em um grupo pode tentar tirar a própria vida, ele não reconhece sua identidade e seu papel no mundo e busca um referencial que dê sentido a seu existir, o que configura as obras ultrarromânticas, marcadas por dor, frustração, tédio, evasão da realidade e desejo pela morte.
Ademais, o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida” trata sobre as relações humanas e de como elas vem se tornando cada vez mais superficiais, o que influencia diretamente no autocídio. Segundo o Departamento de Saúde Mental e Medicina Legal da UFG( Universidade Federal do Goiás), a família é um requisito fundamental para o crescimento e desenvolvimento de vínculos aos adolescentes. No entanto, o contexto familiar é considerado motor estimulante para a tentativa de suicídio. A falta de relações sólidas com vínculos afetivos e agressões posicionam os jovens e adolescentes em um cenário de vulnerabilidade.
De acordo com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), desde de 2012 cerca de 800 mil pessoas entre 15 e 29 anos morrem todos os anos devido ao suicídio. Para resolução desta problemática, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos sobre o bullying e de como os praticantes podem afetar os que sofrem tal ato, além de mostrar que tirar a própria vida não é uma solução, apresentando centros de apoio para jovens com pensamentos suicidas como o Centro de Valorização a Vida (CVV), que pode ser contatado pelo número 141, para que assim em um futuro próximo este problemas seja erradicado.