Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 27/02/2019

“Tenta achar que não é assim tão mal; exercita a paciência; guarda os pulsos pro final; saída de emergência’’. Esses trechos compõem a música ‘‘Pulsos’’, escrita pela cantora Pitty. Na canção, a artista entona a história de uma pessoa que sofria de depressão e, devido a isso, tirou sua própria vida. Fora do universo musical, o suicídio entre os jovens no Brasil encontra-se em constante crescimento em decorrência de duas causas principais. Logo cabe avaliar os fatores que contribuem para a situação.

Ressalta-se, de início, como o bullying contribui para o aumento dos casos de suicídio. Como citava o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a sociedade faz dele. Desse modo, fica evidente como os padrões estéticos por nós exigidos pode ser considerado um impulsionador do suicídio, fazendo com que os indivíduos que não fazem parte deles sintam-se isolados e tornam-se mais propensos a cometer um suicídio.

Além disso, é válido salientar a depressão como a razão para tirar a própria vida. O fato de esse viés ainda ser considerado um tabu prejudica ainda mais o jovem sofredor. Hodiernamente, um grande número de crianças e adolescentes apresentam um quadro depressivo e a não preocupação, ou até mesmo falta de conhecimento sobre, por parte dos pais os faz sentir-se desamparados, já que, não são compreendidos e também não lidam com os sintomas da doença. Segundo a FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) a taxa de suicídio entre os jovens de São Paulo aumentou 42% entre 2002 e 2012.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse. À princípio cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar atendimento gratuito com psicólogos profissionais aos jovens de todas as instituições de ensino de rede pública. Assim, o profissional poderá não somente auxiliar os mais propensos a apresentar um quadro suicida, como também fornecer às escolas uma média geral acerca dos casos de bullying, possibilitando que ela haja nos locais mais afetados. Desse modo, estaremos caminhando para uma sociedade mais compreensiva e empática.