Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/02/2019
Desde a formação das primeiras sociedades com a revolução neolítica, a prática do suicídio e suas causas têm sido objetos de estudo pela humanidade. Entretanto, a acentuação do número de casos com jovens no Brasil fomentam as discussões não apenas sobre suas razões, mas também sobre possíveis caminhos para sua prevenção, realidade que se torna presente já no século XX, como na obra “Luís Soares” de Machado de Assis.
Apesar do destaque e de provavelmente estar em seu fastígio acerca de debates existentes até hoje sobre o assunto, como acredita o escritor Gustavo Czekster, a taxa de suicídio de jovens no Brasil tem aumentado consideravelmente. Visto que, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) o número de ocorrências têm expandido, desde 1980 até 2014 cerca de 27,2%, corroborando a argumentação de que as discussões tem falhado em atingir seu público alvo.
Além disso, segundo estudos realizados pelo sociólogo Durkheim, o suicídio retrata um fator social, isto é, embora seja um fenômeno multifatorial, ele sofre opulenta influência dos aspectos sociais a qual o indivíduo está inserido. Com base nisso, pode-se afirmar que as dimensões desse assunto se encontram além da inerente à Saúde Pública, sendo necessário que se instrua a sociedade e seus indivíduos a lidar com o assunto.
Dessa forma, para que tais caminhos sejam construídos, é imprescindível que o Estado, por meio do Ministério da Saúde, invista na criação de programas de prevenção ao suicídio, nas quais unidades móveis devem ser criadas em locais públicos e privados como escolas, empresas e hospitais, com profissionais e infraestrutura que forneçam tanto acompanhamento psicológico regulas às pessoas, como propiciar esclarecimentos sobre a importância de sua prevenção, a fim de dissolver a distância existentes entre o assunto e a população, unindo tanto a Saúde Pública quando a sociedade como agentes transformadores.