Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/02/2019

O livro “O sofrimento do jovem Werther”, de Goethe, escrito no século XVIII, marca o início do Romantismo na Europa. Tal obra, traz consigo uma onda de suicídios, pelo tom de sofrimento. Embora escrito há 300 anos, não há livro que se faça mais presente, visto que o suicídio foi considerado o mal do século XXI pela Organização Mundial da Saúde. Nesse sentido, convém analisar as principais causas que influenciam o aumento desse problema na sociedade.

Ainda utilizando-se do arco temporal no século XVIII a causa das mortes por suicídio derivavam de um amor não-correspondido, atualmente as causas derivam da depressão. A depressão é uma doença silenciosa que mata milhares de pessoas, cerca de 800 mil por ano, conforme a OMS. Tal quadro patológico é responsável por pensamentos negativos e na maioria das vezes, é confundido com tristeza, de forma que os familiares e amigos não levem a sério, taxando como “frescura”, o que agrava mais a situação.

Além disso, de acordo com o Portal G1, o Brasil é o 5º país em que mais há suicídios, números que tendem a subir a cada ano. Isso implica dizer que, de certo modo, o Brasil está doente:segundo o psicólogo francês David LeBreton, o ato de tirar a própria vida pode adquirir diversos vieses, e aquele que mais se sobressai remete ao estado de “esfacelamento mental”, de “destruição de dentro para fora”. Em outras palavras, o que se vive hoje é a intensificação desse estado culminando no suicídio.

Portanto, para que o esse cenário problemático se reverta, almejando diminuir seu número, medidas eficientes se fazem necessária: se torna imprescindível que as ONGs por meio de programas motivacionais em parcerias com profissionais da saúde propague os sinais da depressão, a fim de que os familiares e amigos compreendam e percebam que não se trata de “frescura” e sim de uma patologia. Deste modo, o número de suicídios diminuiria e criaria um sentimento pela vida e olhar pelo próximo.