Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 13/06/2018

Em menos de trinta anos, os casos de suicídio no Brasil aumentaram consideravelmente segundo dados do SUS. De fato, o crescimento e o destaque desse estão causando preocupação e discussão governamental e social acerca do assunto. Nesse sentido, ao levar em conta a atualidade do tema, é necessário pautar aspectos ligados ao individualismo e à propensão dos jovens.

A priori, é importante ressaltar a relação da problemática com o afastamento dos indivíduos. Isso porque, de acordo com Bauman, a liquidez e a superficialidade das relações contemporâneas -provenientes da aceleração das atividades cotidianas- promovem um isolamento pessoal e, com isso, a solidão individual. Como consequência, por serem seres sociais por natureza, muitas pessoas entram em depressão e, por não haver contatos mais profundos com outros, não conseguem recorrer à ajuda externa e, com isso, guardam tal situação para si mesmas até não suportarem mais e tirarem sua própria vida.

Ademais, o quadro ocorre com mais intensidade entre os jovens. Isso pois, devido à mudança do papel social desses a partir da década de sessenta -no qual estes passaram a se dedicar aos estudos e ao ingresso em universidades-, os mesmos passaram a sofrer pressão social e familiar acerca de seu desempenho acadêmico. Em função disso, observa-se que diversos estudantes têm receio de desapontar àqueles ao seu redor e, assim, exigem muito de si mesmos. Destarte, por as vezes não conseguirem alcançar seus objetivos, tais indivíduos sentem um grande sentimento de culpa e desapontamento que, ao não conseguirem suportar, os leva a cometer suicídio em alguns casos.

Para que tais entraves sejam minimizados, portanto, é essencial que o Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas, por meio do capital público-privado, promova acompanhamento psicológico e atividades em grupo em diversos bairros, para que ocorra a criação de laços de amizade e um decaimento da sensação de solidão de algumas pessoas. Outrossim, cabe às escolas, junto às ONG’s, trazer palestras comandadas por profissionais de saúde mental, a fim de auxiliar os jovens a manter um certo equilíbrio emocional diante das adversidades cotidianas. Dessa forma, a questão será atenuada e haverá a construção de uma sociedade pautada no bem estar psicológico.