Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/04/2018

Segundo a primeira lei de Newton, um corpo que encontra-se em movimento, tende a permanecer nesse estado até que uma força de maior intensidade e sentido contrário o contenha. Nessa perspectiva, o suicídio pode ser comparado a essa partícula física, posto que permanece latente na sociedade brasileira.Isso se evidencia pela presença do tabu no que concerne ao tema e ao sistema econômico vigente.

Em primeiro plano, a herança do tabu ratifica tal problemática. Uma vez que em 1980, pensava-se que o debate sobre o suicídio incentivava outras pessoas a reproduzirem essa atitude nefasta. Dessa forma, não havia a abordagem do tema nas esferas sociais de interação como a TV e a rádio e muito menos nos lares brasileiros.Contudo, por mais que hodiernamente especialistas refutem essa tese, muitas instituições de ensino e muitas famílias evitam dialogar sobre o assunto.Configura-se, portanto, um ato que vai de encontro ao combate a esse mal.

Outrossim, o sistema capitalista tem uma participação significativa nos casos de suicídio. De acordo com o filósofo Karl Marx, há uma busca incansável na sociedade moderna por status que advém de bens, relacionamentos, aparências, poder aquisitivo entre outros . Desse modo, pessoas que não conseguem se enquadrar no padrão tornam- se frustadas. Nesse sentido, indivíduos que não conseguem lidar com esse tipo de sentimento, inferem que o ato de tirar a própria vida é a melhor saída. Assim, é preciso que instituições responsáveis encarem a problemática de forma mais assertiva.

Em suma, cabe ao Conselho Federal de Psicologia, elaborar uma cartilha, por meio do site da Instituição, que reúna informações de psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras, que retratem a abordagem correta no que tange à problemática. Com o objetivo de atingir pais e professores sobre a importância de dialogar sobre o tema e evitar casos posteriores. Nesse contexto, cria-se o vetor responsável para conter o suicídio no Brasil.