Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/04/2018

Antoine de Saint-Exupéry, escritor de “O pequeno príncipe”, dizia “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo”. Ao analisar a contemporaneidade, vê-se que a solidão tornou-se constante, e, principalmente os jovens são afetados. Amizades raras, brincadeiras de mal gosto, problemas psíquicos, depressão, tudo isso tornou-se parte da vida deles.

Em cenário escolar, comumente vê-se pessoas que sofrem com discriminação por conta de alguma característica que possui, e esta foge dos padrões sociais. Geralmente ocorrido por meio de brincadeiras de mal gosto, o bullying muitas vezes passa mascarado, entretanto, aquele que o recebe é intensamente afetado. Em diversos casos, por medo ou vergonha, o jovem não conta o que sofre para ninguém, prefere guardar para si, com isso, o problema vai se expandindo até tomar dimensões catastróficas.

Justamente nesse momento, surgem as doenças psíquicas, como depressão. A sensação de impotência, de fracasso, aliados à solidão, faz com que o indivíduo sinta-se encurralado, onde a melhor opção seria a morte. Segundo o mapa da violência, publicado pela BCC Brasil, nos últimos 12 anos, a taxa de suicídios aumentou em 10%, fator que poderia ser evitado se as pessoas prestassem mais atenção umas nas outras, visto que os suicidas, em sua maioria, antes de realmente cometerem o ato deixam sinais.

Com isso, fica evidente que a problemática do suicídio entre os jovens brasileiros é uma questão de saúde pública, onde atitudes devem ser tomadas. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde (MS) em consonância com os meios midiáticos promoverem campanhas de preservação à vida, onde seja mostrado as consequências de como bullying na vida de quem sofre. Além disso, a sociedade civil, juntamente com ONG’s devem promover iniciativas, tais como canais de desabafos e incentivo à preservação da vida, para pessoas que estão passando por situações difíceis, de modo que diminuam os índices de suicídios.