Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 29/04/2024

É reconhecida pela Lei 13.696, de 2018, que a prática de leitura é um direito de todo cidadão. Entretanto, os jovens enfrentam vários empecilhos no que tange exercer tal direito, o que acarreta a desmotivação desse grupo. Nesse viés, é im-prescindível analisar não só a anti-democratização de livros, mas também a escas- sez de bibliotecas públicas no Brasil.

Primeiramente, é fulcral combater a anti-democratização de livros, tendo em vista que eles são ferramentas essenciais para a formação do senso crítico e para a ex- pansão de vocabulário dos indivíduos. Sob esta perspectiva, a provedora de dados da indústria editorial, Bookscan, apontou em 2023 um aumento de 7% sobre o va- lor do livro médio, o que representa ter ultrapassado a inflação nacional. Deste modo, há o impedimento quanto o acesso aos livros.

Além disso, a escassez de bibliotecas públicas, especialmente em regiões subur- banas e periféricas, intensifica a problemática. Sob tal ótica, o filósofo brasileiro Paulo Freire reforça em seu livro “O caminho se faz caminhando”, que a prática de leitura é indispensável para a mudança social. Desta forma, compreende-se que a criação de salas de leitura populares, com um farto oferecimento de livros, conce- be aos jovens um ambiente acolhedor e atraente capaz de favorecer sua busca pe-la leitura.

Depreende-se, portanto, que é crucial tornar os livros mais acessíveis, de modo a ampliar seu consumo e sua busca entre crianças e adolescentes. Em suma, cabe ao MEC (Ministério da Educação) ampliar, por meio do PNBE (Programa Nacional Bibli- oteca da Escola), a oferta de livros nas instituições educacionais e, também, as livra- rias públicas, para possibilitar o acesso a eles, além de implementar em escolas pa- lestras educativas que objetivam abordar a importância do ato de ler. Assim, é pos- sível incentivar os jovens a lerem mais após a resolução do caso.