Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

No trecho ‘’eu só queria comida no parto do povo que fabrica o prato’’ o rapper mineiro Djonga expressa por meio de sua música ‘‘Xapralá’’ como a fome ainda se faz presente nas periferias brasileiras, denunciando as dificuldades que população sofre como base do sistema capitalista. É notório que, no Brasil atual a fome permanece ligada à desigualdade de classes gritante no país, portanto, a análise da população periférica e as vertentes ligadas ao problema em questão sáo fundamentais, para assim evitar que o Brasil se veja novamente assolado pela fome.

A princípio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo, e este desequilíbrio está intrinsecamente ligado a má distribuição de renda e da exclusão econômica que afetam áreas como as descritas por Djonga, as favelas brasileiras, que se caracterizam como cerne da fome justamente pela marginalização e exclusão de seus habitantes. Hoje, diversos fatores levam o indivíduo a pobreza extrema, porém o mais incisivo no Brasil caótico atual é o desemprego, que segundo o IBGE assola cerca de 14,4 milhões de brasileiros, onde a desigualdade, a desqualificação e invisibilidade são pilares que perpetuam a crise econômica da nação, e agrava o quadro de pobreza ano após ano.

Em segundo lugar, a fome vai muito além de que apenas números, esta parcela afetada da população se vê desamparada, onde o rico fica mais rico, e o pobre mais pobre. De acordo com o professor Danilo Rolim, no Brasil atual, a demanda de comida é proporcional para todos os habitantes, porém 7,4 milhões de brasileiros ainda passam necessidade, contraste escancarado de como a divisão de renda dentro do país é desigual e privilegia apenas um grupo, a elite, que no mesmo país onde 15 pessoas morrem por dia de fome, aponta o IBGE, a obesidade  já passa de 26,8% da população, diz IBGE. Evidentemente, é necessário para que haja um combate direto à esta vulnerabilidade social o maior apoio e comprometimento com as vítimas, não deixando que o Brasil se veja desolado novamente.

Portanto, perante o cenário que o país se encontra é fundamental a busca por caminhos que erradiquem o quadro da fome brasileiro. O principal agente, obviamente é o Estado que tem o dever o comprometimento de seguir a Constituição Federal, que em um de seus artigos defende que uma alimentação adequada é um direito de todo cidadão, e já que todos são iguais perante a lei, rico ou pobre esse direito deve ser cumprido. Eventualmente, a implantação de políticas de foco a esse problema se faz essencial, tais como a democratização de ensino de qualidade, propostas contra o desemprego, vale moradia e alimentação, a fim de erradicar a fome no Brasil e promover uma qualidade de vida digna à seus habitantes, e não mais ‘deixar pra lá’ a realidade dessas pessoas.