Caminhos para combater os crimes de pedofilia na internet
Enviada em 26/05/2021
A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os indivíduos direitos à saúde, educação, segurança e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente o contrário quanto à questão da pedofilia virtual. Nessa perspectiva, nota-se como a facilidade de contato por meio das redes sociais e a falta de monitoramento dos pais intensificam tal problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar a agilidade de se comunicar com as pessoas, incluindo crianças e adolescentes, seja ela por meio das redes sociais ou jogos online. Segundo a pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de 85% das crianças e adolescentes têm acesso à internet. Diante disso, fica evidente a facilidade que se encontra em entrar em contato com jovens, ocasionando a pedofilia, uma vez que adultos se passam por menores de idade para auxiliar na obtenção de informações pessoais e manipular-las à colaborar com atos sexuais. Assim, colocando os menores em situações vuneráveis.
Simultaneamente, vale ressaltar a carência de monitoramento dos pais em relação à vida social e virtual dos filhos. De acordo com a pesquisa realizada pela 4º Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamente de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), 60% das vítimas de exploração infantil são crianças de 7 a 13 anos e 35% abaixo dos 7 anos de idade. A partir disso, juntamente com o fácil acesso aos jovens, percebe-se como é importante a fiscalização dos responsáveis em aparelhos digitais, visto que no mundo atual, em especial o virtual, crianças e adolescentes estão sujeitos a qualquer coisa, podendo ser reféns de assédios e abusos de cunho sexual. Sendo assim, tornando indispensável que os pais observem os comportamentos e relações virtuais de seus filhos.
Portanto, é interessante que esse problema seja tratado. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Educação (MEC), por meio de palestras, oficinas e minicursos, para informar a população sobre o perigo por trás da internet e alertar sobre os riscos de exposição de dados e fotos mal intensionadas, para que casos de pedofilia cheguem ao fim. Do mesmo modo, em companhia com o Ministério das Comunicações junto com o MEC, por meio de campanhas, advertir pais e responsáveis sobre a importância de monitorar perfis e redes sociais dos filhos e estimular a comunicação familiar, para que jovens sintam-se acolhidos e possam partilhar seus problemas e dificuldades. Dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país prudente, efetuando, então, a lei dos Direitos Humanos.