Caminhos para combater o negacionismo científico no Brasil

Enviada em 06/05/2024

Segundo Albert Einstein, “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. No entanto, é preocupante que existam indivíduos na sociedade que optam por negar o conhecimento científico racional, escolhendo, em vez disso, se basear em crenças do senso comum. Posto isto, este fenômeno, conhecido como negacionismo científico, é um problema sério que precisa ser abordado. No contexto brasileiro, torna-se ainda mais crucial explorar alternativas eficazes para combater o negacionismo científico.

Certamente, o negacionismo científico é um fenômeno histórico. O termo ‘negacionismo’ ganhou destaque oficial na França em meados de 1948, com o surgimento de um movimento de negação do Holocausto da 2ª Guerra Mundial. Infelizmente, o negacionismo não começou nem acabou nos anos 40, podemos dizer que esse fenômeno ocorre desde os primórdios da humanidade e repercute até hoje em nossa sociedade. Além disso, o retrocesso da crença científica deve-se em grande parte às mídias sociais, pois estão repletas de desinformação, ou ‘Fake News’, que contribuem para a propagação do negacionismo científico.

Evidentemente, o negacionismo científico consiste no ato de negar ou não reconhecer fatos cientificamente comprovados com o objetivo de fugir de uma verdade desconfortável. Segundo Marcos Napolitano, professor do Departamento de História do Brasil Independente, o negacionismo é um sistema de crenças que, sistematicamente, nega o conhecimento objetivo, a crítica pertinente, as evidências empíricas, o argumento lógico, as premissas de um debate público racional e tem uma rede organizada de desinformação.

Desse modo, é necessário tomar medidas para mitigar o negacionismo científico. Logo, o governo poderia promover ações como uma comunicação mais eficaz. Ademais, trabalhando com os cientistas usando meios de comunicação, como as redes sociais, poderiam transmitir informações científicas de maneira clara e acessível ao público. Além disso, poderiam implementar leis que combatessem a disseminação de desinformação, especialmente em plataformas de mídia social. Dessa maneira, indubitavelmente, o conhecimento científico racional será disseminado, consequentemente sendo reconhecido e aderido.