Caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil
Enviada em 19/12/2020
O crack é um entorpecente narcótico que é fumado através de um cachimbo, trazendo dependência severa ao usuário. No século XXI, apesar de toda a informação disponível nos mais diversos veículos de comunicação sobre os males desta e de outras drogas, muitas pessoas ainda se aventuram e experimentam tais entorpecentes. Combater tal situação se torna uma difícil tarefa, visto a contínua expansão da rede de distribuição das drogas, e a falta de clínicas que atendam os usuários.
Em primeira análise, deve-se abordar sobre o tráfico internacional, que traz tais entorpecentes para o país de modo rápido e prático, expandindo a rede de distruição dos pequenos traficantes. Com de acordo dados da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, o cultivo da ‘‘coca’’ se dá em 43% na Colômbia, 38% no Peru e 19% na Bolívia, vindo ao Brasil direto de tais países, através das fronteiras entre Amazonas, Acre, Roraima, entre outros estados do país. Desta forma, a polícia nas fronteiras falha em deter os traficantes por conta da pequena quantidade de bases policiais instaladas nas fronteiras, em vista o baixo investimento do Estado.
Ademais, a falta de clínicas públicas para o tratamento dos dependentes é outro impecilho para o combate ao uso do crack. A Constituição da República Federativa do Brasil visa a saúde como direito de todos e dever do Estado. Entretanto, os usuários das classes mais baixas, possuindo menos capital para os tratamentos, muitas vezes são excluídos de tal direito, acabando nas ruas e entrando na criminalidade, perpentuando assim sua dependência e alimentando o cenário do tráfico.
Portanto, um dos caminhos para combater a epidemia de crack no Brasil seria o Estado, através de verbas governamentais, investir na construção de clínicas públicas não apenas nas grandes metrópoles como também nas cidades do interior, promovendo proteção e recuperação dos dependentes, e oferecendo apoio psicológico pelos profissionais na área. Desta forma, os números de usuários diminuirão, desestruturando também a rede do tráfico.