Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 02/06/2022

A Constituição de 1988,documento máximo do país,declara os direitos de todos os cidadãos,entre eles a saúde.Embora afirmado no papel,esse direito é ameaçado pela automedicação no território brasileiro,hábito enraizado no corpo social.Dessa forma,emerge na sociedade verde amarela um problema complexo sustentado pelas lacunas discursivas e pela má influência midiática.

Em primeira análise,é válido salientar o impacto da ausência de debates acerca do uso de medicamentos no compotamento dos indivíduos.Na minissérie norte americana “O Gâmbito da Rainha”,a personagem principal Beth Harmon no orfanto é instruída a tomar todos os dias pílulas,assim como as outras crianças,porém ela acaba se viciando nos medicamentos e tornando-se dependente química deles.Fora das telas,não é difícil encontrar pessoas na mesma situação que Beth,documentários como “Take your pills”,abordam a realidade de jovens estudantes que usam medicamentos como ferramentas de aprimoramento,sendo completamente dependente deles para tarefas simples como dormir e se concentrar.

Além disso,é necessário salientar a dificuldade gerada pelas propagandas atrativas dos medicamentos nas mídias.Com a chegada dos portugueses ao Brasil,houve um relevante choque cultural entre europeus e indígenas ao se depararem com o domínio nativo sob as plantas usadas para tratamento de enfermidades.Com os avançoes tecnológicos, medicamentos para diversos problemas foram desenvolvidos,e com eles as propagandas ganharam as telas seduzindo o público com frases de efeito,grandes promessas e ausência de explicações quanto o mecanismo de funcionamento e efeitos colaterais.

Portanto,medidas são necessárias para mitigar esta problemática.Para tanto,o Ministério da Saúde deve criar uma campanha nas redes sociais, com a participação de médicos,a fim de explicar os efeitos dos principais medicamentos utilizados no Brasil e seus impactos no corpo humano.Além disso,devem ser reavaliadas as propagandas de remédios com caráter tendencioso,sendo colocados ao fim delas seus principais efeitos a colaterais a curto e longo prazo. Assim,visa-se a redução da automedicação entre os brasileiros.