Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/05/2022
A chegada do covid-19 em 2020, no Brasil, trouxe, além de muitos outros problemas, incertezas e medos relacionados aos seus sintomas, incentivando, de certa forma, uma procura por uma solução mais rápida para o impasse, como a automedicação. Contudo, essa forma de resolução para a problemática em ques tão, a qual ocorre devido ao imediatismo característico da sociedade atual implica uma falta de segurança para a saúde.
Sobre esse tema, é válido citar o documentário “Take your pills”, da Netflix, que mostra um aumento exacerbado no uso e na procura por medicamentos promovedores de uma melhoria no rendimento intelectual, por parte dos alunos de uma escola em período de provas, sem uma prescrição médica. A partir disso, é perceptível que o desejo por meios os quais trarão resultados instantâneos contribui para a origem e perpetuação do problema em questão, uma vez que esse coloca o suposto benefício trazido pela automedicação como prioridade em detrimento da saúde, favorecendo, assim, problmas nesse âmbito.
Ademais, faze-se necessário destacar as consequências de tal assunto. A respeito disso, o clínico geral Marcial Bretas apontou que, apesar de uma dose a mais do medicamento ser capaz de promover danos ao fígado ou, até mesmo, uma falência do órgão, o Parecetamol é um dos remédios mais comprados no Brasil, mesmo na ausência de uma verificação médica. Logo, nota-se o perigo proporcionado pela automedicação, tendo em vista que sem uma análise rigorosa de cada caso, a qual só pode ser realizada por um profissional da área da saúde, não é possível ter certeza sobre a medicação e a sua dose ideal, podendo torná-la prejudicial ou, ainda, letal.