Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/02/2022
Ocorrida no século XX, a chamada Revolta da Vacina expôs uma população brasileira carente de informações corretas e concretas acerca das causas, prevenções e tratamentos dos males que a assolavam, o que a tornava vulnerável a diversas doenças letais, o que resultou em ampla intervenção estatal para que a população pudesse ser imunizada. No entanto, ao analisar a atual nação brasileira, percebe-se a repetição desse problema, de modo que, inúmeros indivíduos cultuam a prática da automedicação, isto é, fazer o uso de medicamentos sem o acompanhamento de um profissional da área da saúde capacitado para isso, o que traz diversos problemas para os praticantes de tal ato. Mediante a isso, é fulcral ressaltar os impactos da automedicação no Brasil, sendo estes uma a variação do efeito do medicamento e a as alterações na saúde dos praticantes.
Nesse viés, é lícito postular que o agravamento de diversas doenças se apresenta como um grande implicação da automedicação. Acerca disso, é pertinente reconhecer que a ciência se desenvolveu amplamente nas últimas décadas, e esse desenvolvimento trouxe a descoberta de diversos remédios que salvam seres humanos todos os dias dos mais diversos males, contudo, como é informado pela Organização Mundial de Saúde(OMS), o uso indiscriminado e sem o acompanhamento de um profissional capacitado acarreta no desenvolvimento de agentes causadores de enfermidades mais agressivos, como é o caso da utilização indevida dos antibióticos, que acabam produzindo bactérias mais perigosas e resistentes, o que é um enorme problema de saúde pública. Verifica-se, portanto, a importância de se combater o uso inadequado de medicamentos.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as entidades governamentais devem ser altamente burocráticas em relação à obtenção de medicamentos, por meio de um sistema que deverá ser adotado por todas as farmácias que guardará as informações de medicamentos comprados por cada cidadão, visando detectar indivíduos que estão abusando do uso de medicamentos. Espera-se, com isso, que os impactos da automedicação no Brasil sejam reduzidos e esta prática, drasticamente diminuída.