Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/11/2021

A famosa consulta com o doutor google está cada vez mais comum na sociedade, de acordo com dados do Instituto de Saúde, Ciência e Qualidade, cerca de 40% das pessoas fazem autodiagnósticos. Uma vez que não se consultaram com um profissional, elas acabam se automedicando. Percebe-se que a prática está muito presente na sociedade e que é maximizada pela facilidade de acesso a medicamentos e pode trazer diversas consequências para a saúde dos indivíduos.

Em primeiro lugar, no nosso país existe uma facilidade muito grande na aquisição de medicamentos. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, no Brasil, existem uma farmácia para cada 3300 habitantes. Isso significa dizer que há muita facilidade em encontrar locais para a venda de fármacos. Esse processo de certa forma incentiva os doentes a não procurarem um médico para a identificação de qual é o medicamento ideal, fazendo a sua automedicação. Somado a isso, a grande maioria dos comprimidos são vendidos sem a necessidade de receita médica, o que intensifica ainda mais a prática.

Consequentemente, a ingestão indiscriminada de remédios pode trazer diversas consequências à saúde da população. O Ministério da Saúde afirma que a automedicação traz grande risco de intoxicação, reação alérgica, piora do quadro, resistência a medicamentos e, em casos extremos, a morte. Esses pormenores geralmente não são avaliados pelos doentes quando adquirem fármacos, entretanto eles estão presentes e não podem ser ignorados. Fica evidente que os riscos são altos e a prática deve ser combatida.

Portanto, medidas devem ser tomadas para o combate a automedicação. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela criação de políticas públicas para a qualidade da saúde da população, deve dificultar o acesso a medicamentos, por meio da exigência de receitas médicas para grande parte dos medicamentos. Isso tem por objetivo reduzir a ingestão indiscriminada de medicamentos e como consequência proteger a população das consequências da automedicação, e preservar a sua qualidade de vida. Além disso, reduzir os alarmantes índices da pesquisa do ISCQ.