Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 28/10/2021
Segundo o filósofo grego Platão: “O importante não é viver, mas sim viver bem.” Analogamente, essa ideia de qualidade de vida proposto pelo filósofo é deturpada pela população, uma vez que a automedicação está presente dentro da realidade brasileira. Dessa forma, tal conjuntura é desenvolvida a partir do problema cultural, bem como os indivíduos carecem de informações acerca do assunto.
Sob esse viés, é imperioso destacar que a automedicação sucede-se de maneira cultural. Nesse sentido, a filósofa Simone de Beauvoir afirmou que o pior dos escândalos é quando nos habituamos a eles. Dessa maneira, essa prática tornou-se normal dentro do cenário brasileiro, e essa “habituação” por uma parcela da população permite a perdurabilidade do uso indiscriminado de medicamentos, uma vez que isso mostra ser um aspecto comportamental de cultura. Então, cabe ao cidadão esse reconhecimento crítico e ético da adversidade.
Ademais, ressalta-se que há uma notória falta de informações sobre o assunto. Diante disso, de acordo com o Conselho Federal de Farmácias, mais da metade dos brasileiros se automedicam. Então, diante do dado, fica evidente que há uma escassa campanha acerca do revés, o que possibilita a ignorância dos cidadãos no que tange às consequências da automedicação. Assim, é notório a grande importância do conhecimento, visto que a carência dele fomenta a manutenção do problema.
Portanto, medidas são imprescindíveis para atenuação das adversidades citadas. Sendo assim, convém aos cidadãos engajados na questão criar uma ONG por meio da aprovação do Ministério Público. E, essa organização terá como função promover rodas de conversas em ambientes escolares sobre as consequências da automedicação, além de trazer informações científicas. Por conseguinte, ela atuará em toda extensão territorial. Enfim, espera-se, com essas ações, concretizar, no Brasil, o ideal platônico.