Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 19/10/2021
De acordo com pesquisas do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), no Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. Dessa maneira, é evidente que a prática da automedicação pelos brasileiros tem se tornado cada vez mais cotidiana no século XXI, entretanto, essa ação traz prejuízos à saúde de formas preocupantes. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a marginalização e a desinformação populacional.
Primordialmente, sob a ótica social, faz-se essencial refletir sobre a discriminação existente no país. Segundo Adam Smith, filósofo e economista britânico, “nenhuma nação pode florescer e ser feliz enquanto grande parte de seus membros for formada de pobres e miseráveis”. Dessa forma, mostra-se evidente as consequências advindas da pobreza da parcela do grupo cívico brasileiro relacionadas à automedicação, como a falta de acesso às consultas médicas e à saúde de qualidade, de maneira a facilitar o hábito de recorrer aos remédios que dispensam prescrições médicas e, consequentemente, não tratando a enfermidade adequadamente. Diante dos fatos mencionados, urge a obrigação de sanar tais problemas.
Outrossim, a carência informacional é um fator coadjuvante na questão. Conforme Jean-Jacques Rousseau, filósofo francês, “o homem nasceu livre, e em toda parte se encontra acorrentado”. Similarmente, a desinformação acorrenta o homem e o afasta da verdade, e como resultado, traz malefícios, os quais servem de exemplo o uso errôneo de medicamentos e o agravamento da condição do paciente em decorrência da prática, dificultando o tratamento da doença. Logo, é crucial que ações sejam tomadas para reverter tal cenário.
Portanto, é notória a urgência de medidas para combater o costume da automedicação no Brasil. Sendo assim, o governo federal deve, por meio de verbas governamentais, criar mais postos de saúdes e hospitais nas áreas faveladas, a fim de se ter um atendimento de qualidade e abranger regiões isoladas e, com isso, atenuar a marginalização. Além disso, a mídia, principal meio formador de opiniões, deve, através de uma parceria com o Ministério da Saúde, desenvolver palestras que advirtam sobre os prejuízos da automedicação, com o objetivo de informar a população. Destarte, podemos florescer nossa nação, como sugeria Adam Smith.