Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 14/10/2021
De acordo com o Conselho Federal da Farmácia, os medicamentos são os principais agentes causadores de intoxicação em seres humanos no Brasil desde 1994. Relacionado a esse caso, vê-se que o ato de tomar remédios por conta própria é uma problema recorrente que prejudica a saúde dos brasileiros. Nesse contexto, é importante analisar a facilidade do acesso à informação e as consequências da automedicação.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o ato da automedicação vem se tornando cada vez mais frequente graças à facilidade do acesso a diferentes medicamentos e os seus efeitos na internet. Conforme os dados do Ministério da Saúde, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos em farmácias por indivíduos que estão se automedicando, e a maioria dessas pessoas pegam informações da internet. Assim, a disponibilidade de referências médicas no meio digital possibilita às pessoas fazer um diagnóstico e saber sobre uma medicação sem a ajuda de um profissional, sendo que muitas vezes essas informações podem não ser confiáveis.
Ademais, é importante analisar os impactos relacionados ao uso indiscriminatório de medicamentos por conta própria. Segundo o otorrinolaringologista Jessé Lima, uma preocupação relacionada à automedicação refere-se à combinação inadequada dos produtos, que pode anular ou potencializar o efeito do outro. Dessa forma, a ingestão incorreta dos medicamentos pode agravar alguns casos de doenças e lavar o indivíduo a morte. Além disso, o uso incorreto de antibióticos pode levar a seleção das bactérias mais resistentes, as superbactérias, o que dificulta no combate a esse agente patogênico.
Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. O Ministério da Saúde deve, por meio da mídia, promover campanhas publicitárias que busquem conscientizar a população brasileira sobre os perigos da automedicação. Essas campanhas, que seriam publicadas nas redes sociais ou nos canais de televisão, devem conter informações sobre os problemas relacionados à automedicação e o seu risco de morte, a fim de alertar os indivíduos sobre esse problema. Além disso, é necessário que as campanhas incentivem as pessoas a procurarem sempre a ajuda de um profissional para o tratamento de doenças, e não confiarem apenas no que encontram na internet. Espera-se, com essa medida, que a questão da automedicação não seja um problema no Brasil.