Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/10/2021

Droga ou Remédio, são termos técnicos diferentes, que são empregados para designar algum tipo de substância química que apresente à capacidade de mudar o comportamento das células do corpo. Infelizmente, o uso irresponsável e sem orientação médica desses fármacos podem desencadear complicações ao indivíduo, tais como: dependência, intoxicação e até mesmo resistência ao medicamento. Como, então solucionar ou amenizar, tal fato que em muitos casos já é considerado banal pela sociedade?

De acordo com a pesquisa do ICTQ (instituto de pós graduação para profissionais do mercado farmacêutico), 79% dos brasileiros acima dos 16 anos prática a automedicação. Como consequência, hoje, têm-se uma quantidade enorme de pessoas que apresentam resistência medicamentosa à antibióticos; criando assim uma cepa de superbactérias, ilustrando a ‘Seleção Natural’ de Darwin, a qual afirma que os organismos evoluem a partir de pequenas mudanças e, se uma mudança é benéfica, ele irá passar aos seus descendentes.

Além disso, a mídia farmacêutica exerce uma influência descomunal sobre a venda de remédios, vendendo-os como produtos ‘milagrosos’. Soma-se a isso, o desespero das indústrias por dinheiro; antecipando as vendas sem a passagem dos medicamentos por todos os teste clínicos ou até mesmo não evidenciando os possíveis efeitos colaterais da droga em questão. Tal cenário maléfico já virou até série dramática, como é retratado no seriado Sul Coreano: Vicenzo.

A solução para tal impasse está, talvez, na junção de ideias e ações que promovam uma mudança de comportamento, no qual a sociedade está inserida. Para isso, cabe ao Governo, através do Órgão Executivo, uma maior fiscalização daqueles que desrespeitam as leis por trás da venda e distribuição de remédios. À televisão, cabe a divulgação dos problemas a partir de seus jornais e novelas, os quais têm um impacto muito grande sobre a sociedade, ao indivíduo a conscientização das problemáticas a qual a automedicação pode vir acarretar a saúde. Talvez seja esse o caminho para que, enfim, possa-se  chegar em uma sociedade em que os pacientes não “prescrevam” remédios para o seu médico!