Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 28/09/2021

No documentário “Take your pills”, é retratado sobre todos os malefícios da automedicação e como surge esse hábito, que rotineiramente é incentivado, e diminuído a relevância de discussão sobre o abuso de medicamentos sem prescrição médica. Nessa perspectiva, é de suma importância o debate sobre a manutenção e ascensão da automedicação na contemporaneidade, devido a falta de recomendação e informação de como pode ser benéfico ou nocivo a prática da auto remediação.

Nesse contexto, é válido ressaltar que o consumo indiscriminado de medicamentos traz graves consequências à saúde dos indivíduos, a falta de informação sobre os efeitos nocivos dificulta o cuidado com a segurança física e mental. Desse modo, a falha de disseminação de recomendação e compreensão sobre a automedicação, permitem escolhas inadequadas de tratamentos pelas pessoas, possíveis interações com outras substâncias e escassez de busca do diagnóstico médico, que podem levar a um agravamento do quadro, como intoxicação e alergia. Destarte, mais de 20 mil pessoas morrem anualmente no Brasil devido a automedicação irresponsável, dados fornecidos pelo site Notícias Saúde.

Em segundo lugar, vale salientar que a automedicação é muito condenada atualmente, devido a prática abusiva e errônea, que reforça as consequências nocivas do consumo indiscriminado. Contudo, a automedicação responsável é benéfica, principalmente para o sistema de saúde, que evita gastos desnecessários, a superlotação de hospitais e prioriza o atendimento dos mais necessitados. Outrossim, a Organização Mundial da Saúde(OMS) recomenda o uso consciente, para casos simples, num curto período de tempo de utilização da medicação e postula a busca de informações nas farmácias sobre o remédio, que deve incluir o conhecimento sobre as restrições e advertências.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério das Comunicações, promova políticas de conscientização e informação sobre a automedicação, por meio de debates e disseminação de informações nas mídias, sobre a diferença de uso responsável e consumo indiscriminado, quais os riscos e agravamentos podem surgir com o abuso de remédios e ressaltar a importância do diagnóstico médico. Assim, reduzir os índices de desinformação sobre a automedicação.