Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/09/2021

Com o avanço da indústria farmacêutica, de tal forma em hoje é possível encontrar remédios que atenuem os mais diversificados sintomas, como azias, dores musculares, febres etc., um novo problema surgiu: a automedicação. Concomitantemente, com a vasta gama de informações disponíveis na internet a respeito das patologias, assim como seus respectivos tratamentos - muitas vezes, por meio de fármacos -, essa questão se tornou ainda mais grave. Sendo assim, é mister que o Governo tome medidas a se conter esse cenário, já que isso representa sérios riscos à população brasileira.

A princípio, é oportuno mencionar o exemplo do Ácido Acetilsalicílico. A saber, essa substância compõe um dos principais medicamentos no combate à dor de cabeça, a aspirina. Nesse contexto, ao pesquisar na internet como reparar este sintoma, é certo que uma das opções será o fármaco mencionado, visto que, além de ser um dos mais conhecidos, é também um dos mais eficientes. Sem embargo, essa situação apresenta um problema muito grave, uma vez que esse remédio pode ser fatal aos indivíduos acometidos por algumas doenças, como a Dengue. Ora, considerando dois fatos -  primeiramente, que esta patologia é recorrente no Brasil; em segundo, que a dor de cabeça é um sintoma dessa -, infere-se que a automedicação no país pode significar a morte de diversos brasileiros.

Outrossim, é cabível analisar o exemplo da hidroxicloroquina. Com efeito, esse medicamento foi objeto de diversas discussões no cenário da pandemia do Coronavírus, posto que, inicialmente, acreditava-se na eficácia dessa substância em combater o Sars-Cov-2. Entretanto, percebeu-se, posteriormente, que esse fármaco não era capaz de tal efeito. Ainda assim, devido à falsas informações circulantes na internet, continuou-se a utilização desse remédio, o que implicou às pessoas que o fizeram, por exemplo, o agravamento de cardiopatias, como infartos e arritmias. Pois, percebe-se quão problemática pode ser a ingestão de substâncias sem prescrição médica.

Portanto, é seguro afirmar que a conduta dos brasileiros de se automedicarem representa uma grave ameaça à saúde no país. Destarte, para que se possa reverter essa questão, urge que o Congreso Nacional utilize como viés a elaboração de uma lei que torne obrigatório às emissoras de televisão a apresentação, no horário nobre, de anúncios a serem criados pelo Ministério da Saúde. Em princípio, esses anúncios devem explicar os riscos da automedicação e a importância de se consultar um especialista antes de consumir qualquer substância que possa oferecer algum risco à saúde. Por conseguinte, formar-se-á uma população circunspecta e consciente com relação ao problema em questão, o que implicará a drástica diminuição de consequências negativas em decorrência do consumo indevido de fármacos.