Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 08/09/2021
Com a consolidação da revolução tecnológica, no século XX, tornou-se possível o desenvolvimento de novas tecnologias, como as práticas biotecnológicas, que permitiram o desenvolvimento de novos medicamentos. Entretanto, na atualidade, há um intenso debate sobre esses produtos farmacêuticos no Brasil, pois muitos brasileiros usam remédios sem prescrição médica. Assim, tanto o aparecimento de bactérias resistentes, quanto o surgimento de problemas de saúde, são problemas relacionados ao consumo inadequado de fármacos pelos indivíduos.
Nesse âmbito, o Biólogo Charles Darwin, no século XIX, a partir de sua obra “As origens das espécies”, postulou a teoria da seleção natural, que define que os seres de um determinado ambiente sofrem pressões, as quais selecionam os organismos mais adaptados. Destarte, os antibióticos, fármacos destinados ao combate de bactérias, geram pressões no ambiente bacteriano, o que elimina as mais frágeis e seleciona as adaptadas. Consequentemente, a automedicação por medicamentos antibacterianos pode colaborar com o desenvolvimento de patógenos insensíveis aos remédios convencionais, uma vez que os indivíduos, ao utilizar esses produtos sem acompanhamento médico, favorecem os microrganismos resistentes.
Ademais, o médico brasileiro Drauzio Varella define que o consumo de certos medicamentos, sem acompanhamento médico, pode gerar sérios problemas de saúde nos brasileiros. Nessa perspectiva, a Invermectina, fármaco amplamente utilizada no Brasil durante a pandemia de Coronavírus, é um exemplo de remédio que quando automedicado pode trazer sérios prejuízos aos cidadãos, posto que muitos indivíduos que consumiram esse produto farmacêutico, de forma incorreta, desenvolveram hepatite medicamentosa, segundo o portal de notícias G1. Por conseguinte, destaca-se que a automedicação, em diversos casos, não deve ser realizada pelos sujeitos, já que essa ação pode gerar inúmeros danos aos órgãos das pessoas.
Portanto, a fim de combater a automedicação no Brasil, deve o Ministério da Saúde, por meio de verbas públicas, criar publicidades em meio digital e analógico, que conscientize os cidadãos sobre os riscos que o uso de medicamentos sem prescrição pode causar, por exemplo o surgimento de bactérias resistentes. Além do mais, deve o Ministério da Educação, a partir de normas, instaurar no ensino brasileiro, um aprendizado que ensine sobre os empecilhos que o consumo inadequado de fármacos causa. Logo, os brasileiros compreenderão o uso correto dos remédios, porque receberão informações e alertas sobre esses.