Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 31/08/2021

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6°, garante saúde para todos os brasileiros. Entretanto, tal direito não está sendo cumprido, já que muitos cidadãos se automedicam e colocam a sua saúde em risco. Nesse contexto, é importante ressaltar que as causas para existência desse cenário são a inoperância estatal e a disseminação das chamadas “Fake News”.

Sob essa perspectiva, é necessário destacar que o Estado é ineficiente quando não informa a população sobre os perigos da automedicação. Pois, de acordo com o jornal online G1, grande parte dos brasileiros acredita que só há problema em ingerir medicamentos sem receita médica, caso eles tenham tarja preta ou vermelha. Porém, essa informação está equivocada, visto que o ato de se automedicar pode causar problemas como intoxicação, reações alérgicas e até dificultar o diagnóstico de alguma doença mais séria como, por exemplo, o xarope que pode mascarar o sintoma de uma pneumonia. Logo, é de extrema importância que o Governo mantenha a população corretamente informada acerca do uso indevido de fármacos.

Ademais, outro fator que contribui para essa situação são as “Fake News”, notícias inverídicas que se espalham por meio das redes sociais. Para ratificar, tem-se o caso de brasileiros que fazem o uso do chamado “Kit Covid”, medicamentos que, de acordo com as informações compartilhadas pelos usuários, impedem a infecção pelo vírus da Covid-19. Todavia, segundo o médico Dráuzio Varella, esses remédios não tem eficácia comprovada contra o Coronavírus e, se ingeridos de forma errônea, podem causar efeitos colaterais, como problemas gastrointestinais e taquicardia.

Portanto, é notória a indispensabilidade de se mudar essa realidade nefasta. Para tanto, cabe ao Poder Público, por meio das mídias sociais e da televisão, criar pequenos vídeos que expliquem, de forma didática, os perigos da automedicação, a fim de que a sociedade se torne mais informada e pare ou, no mínimo, reduza a ingestão de medicamentos sem a orientação de um especialista. Também, é dever do Governo fiscalizar e punir os responsáveis pela divulgação de “Fake News”. Dessa forma, o direito presente na Carta Magna será eficaz.