Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 25/08/2021

Em 1988, representantes do povo -reunidos em Assembleia Constituinte- instituíram um Estado Democrático,de modo a assegurar o direito à saúde e ao bem-estar como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, o aumento dos casos de consumo de remédios sem orientação médica demonstra que esse direito não é experimentado na prática, já que a automedicação se mostra um grave problema de saúde. Com efeito, há de se discutir sobre o despreparo do Estado, bem como os riscos à saúde.

Diante desse cenário, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus´´filhos. No entanto, embora o Brasil busque torna-se um país desenvolvido, 56% dos brasileiros afirmam que tomam remédios sem à prescrição de um médico, conforme o portal de notícias R7, evidenciando o despreparo da nação verde-amarela em proteger seus´´filhos, assim como propôs Hegel. Desse modo, enquanto o Estado não debater sobre as consequências da automedicação, não será possível garantir a saúde do seu povo.

Ademais, vale ressaltar os ricos de se automedicar. Sob essa análise, no documentário americano´´Take Your Pills``, monstra estudantes, atletas e pessoas de todas as áreas que se automedicam para ter mais energia durante seu dia. Nesse contexto, muitos brasileiros acabam repetindo as histórias contadas no documentário, visto que desconhecem os riscos que a automedicação traz, como a dependência desses remédios e até mesmo a morte. Dessa forma, é incoerente querer uma melhora na saúde, durante o tempo em que a automedicação for a regra.

Verifica-se, portanto, que para combater a auto dosagem de remédio, o Estado deve promover discussões acerca dos problemas da administração irrestrita de medicamentos, por meio de campanhas e palestras, que poderia ter como tema ´´Remédio na dosagem certa. Essa iniciativa teria a finalidade de garantir a saúde do povo brasileiro e de afirmar a participação do Estado na luta contra a automedicação, conseguintemente protegendo seus ´´filhos.