Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/08/2021

A automedicação no Brasil teve origem no período da colonização Portuguesa. Assim, os Boticários, donos das Boticas, prescreviam receitas sem embasamento médico para a população. Dessa maneira, décadas se passaram e o uso de remédios sem consultar um profissional, ainda é algo bastante comum e é um problema de ordem pública. Por isso, dois aspectos precisam ser debatidos: a precariedade do sistema de saúde, a qual é a maior causa desse dilema e as doenças que podem ser provocadas.

A princípio, vale ressaltar a dificuldade do acesso aos médicos no Brasil. Isso acontece devido a falta de investimentos nos hospitais, onde existem poucos profissionais e as filas são enormes. Assim sendo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há 17,6 médicos para cada 10 mil brasileiros. Nesse sentido, as pessoas optam por ir em alguma farmácia, onde a aquisição de algum medicamento é mais fácil do que consultar com um especialista. Portanto, fica claro o motivo da automedicação ser um desafio tão pertinente hoje em dia.

Ademais, é importante destacar as consequências negativas que essa questão pode trazer para a sociedade. Então, entre os resultados prejudiciais estão o perigo de intoxicação e as reações alérgicas. Uma vez que, a maior parte das substâncias possui risco de efeitos colaterais. Além disso, um indivíduo ao se automedicar pode se tornar dependente do uso de remédios. Nesse aspecto, esse fato é exemplificado no seriado Euphoria, em que a personagem Rue Bennet ao ingerir os remédios do pai acaba viciada em drogas e passa por várias complicações. Nesse viés, é visível como os cidadãos podem se prejudicar com essa cultura.

Em função disso, medidas precisam ser tomadas para reverter esse impasse. Logo, cabe ao ministério da saúde, órgão responsável por garantir a saúde para todos os seres humanos, realizar investimentos nos hospitais com programas que incentive os médicos a trabalharem em postos clínicos de modo que a consulta com um profissional passe a ser acessível aos cidadãos de baixa renda a fim de diminuir o problema da automedicação no Brasil.