Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 28/07/2021
No documentário ‘‘Take Your Pills’’, é retratado a vida de estudantes que tomam remédio sem prescrição médica a fim de obter um melhor desempenho nos estudos. Sobre isso, percebe-se que a narrativa não destoa da realidade, visto que a busca pelo imediatismo e o consequente vício faz com que as pessoas se automediquem sem os devidos cuidados.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a população tende a agir em função do imediatismo, ou seja, precisa se sentir realizada agora, pois não há tempo para errar, aprender e evoluir. Com isso, todos os dias adultos e jovens se automedicam na intenção de ser mais ativo ou obter uma melhor concentração no trabalho, por exemplo. Nesse contexto, o artigo ‘‘Exaustos e correndo e dopados’’, de Eliane Brum, fala que nós como sociedade dopamos um corpo falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Sendo assim, o físico e o psicológico não acompanha a rapidez com que as pessoas querem viver.
Outrossim, um dos grandes riscos da automedicação é o vício que ela pode desencadear no organismo. De acordo com dados da revista ‘‘Super Interessante’’, o psiquiatra Marcelo Niel diz que qualquer ser humano pode se tornar um dependente de medicamentos, chegando a níveis de ter tremores e até taquicardia quando os comprimidos acabam. Acerca disso, a sociedade vai adoecendo e nem percebe, pois o vício não apenas é prejudicial à saúde física, mas também causa danos ao emocional.
Infere-se, portanto, que a automedicação pode provocar dependência e causar sérios danos ao corpo. É mister que o Ministério da Saúde disponibilize informação à população acerca dos malefícios que um simples remédio pode gerar ao corpo quando mal administrado. Isso pode ocorrer por meio de palestras em escolas, universidades e até nas empresas- pelo menos uma vez ao mês-, e é fundamental que haja um médico e um psicólogo presente no local. Por fim, as palestras podem ser abertas ao público a fim de que conhecidos ou moradores do local possam frequentar e se conscientizar dos cuidados que é preciso haver com a vida.